<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367</id><updated>2012-01-23T09:33:32.180-02:00</updated><category term='depressão'/><category term='religião'/><category term='evolução'/><category term='psicossomática'/><category term='pós-graduação'/><category term='testes'/><category term='avaliação'/><category term='consciência'/><category term='psicopatologia'/><category term='psicometria'/><category term='Newton'/><category term='felicidade'/><category term='psicanálise'/><category term='pseudociência'/><category term='criacionismo'/><category term='vestibular'/><category term='inteligência'/><category term='pesquisa'/><category term='família'/><category term='estatística'/><category term='empreendedorismo'/><category term='seleção natural'/><category term='epistemologia'/><category term='psicologia'/><category term='preconceito'/><category term='vida'/><category term='física'/><category term='psicofarmacologia'/><category term='história'/><category term='neurologia'/><category term='homeopatia'/><category term='ambiente'/><category term='cérebro'/><category term='ansiedade'/><category term='aprendizagem'/><category term='imed'/><category term='mestrado'/><category term='diagnóstico'/><category term='docência'/><category term='genética'/><category term='conhecimento'/><category term='trânsito'/><category term='especiação'/><category term='homem'/><category term='mente'/><category term='divulgação científica'/><category term='livro'/><category term='computação'/><category term='educação'/><category term='formatura'/><category term='fé'/><category term='behaviorismo'/><category term='bullying'/><category term='psicoterapia'/><category term='ciências humanas'/><category term='ciência'/><category term='filogênese'/><category term='agressividade'/><category term='comportamento'/><category term='cognição'/><category term='planejamento'/><category term='doutorado'/><category term='lançamento'/><title type='text'>Psicologia Cognitiva</title><subtitle type='html'>Divulgação Científica e Psicologia</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-436795384966466775</id><published>2012-01-22T16:28:00.002-02:00</published><updated>2012-01-22T16:31:16.530-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='formatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Discurso de formatura da primeira turma de psicologia da IMED - 21/01/2012</title><content type='html'>Cumprimentando o professor mestre Eduardo Capellari, agradeço o espaço para estas breves palavras, e desejo cumprimentar a todos os presentes nesta cerimônia, já nomeados, e em especial aos professores, funcionários da IMED, pais e familiares dos, agora, colegas psicólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco anos passam rápido, eu sempre disse isso para os vocês quando eram meus alunos. E este é um momento duplamente especial: para vocês, que estão se formando psicólogos, e para a IMED, que lança a primeira turma de psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo como se fosse hoje, professor Eduardo, quando conversávamos, nos anos de 2005 e 2006 sobre as possibilidades da abertura de novos cursos para a faculdade, e sobre o que desejávamos sobre a formação dos nossos alunos. Uma faculdade nova e inovadora, cheia de idéias e que pretendia se posicionar com qualidade num mercado cada vez mais competitivo, sendo referência em nossa região e no estado. E posso dizer que, sim, conseguimos. A prova disso são estes 27 alunos que hoje estão plenamente aptos para o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso nasceu numa época de mudanças para o ensino de psicologia. Há pouco tempo antes da abertura do nosso curso, o ministério da educação divulgou as novas diretrizes para os cursos de psicologia, que são as referências sobre como as faculdades precisam se organizar. Nos desafiamos e fizemos um curso diferente. A psicologia estava ainda distante das necessidades das pessoas, elitista. Hoje está mais próxima, mas muito ainda precisa ser feito. Nossos novos colegas psicólogos estão cientes destes desafios, e eu tenho certeza de que eles toparão e serão plenamente bem-sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim começou o curso, com uma proposta diferente, e que os alunos puderam sentir desde o primeiro dia. Sempre buscamos aliar a teoria com a prática, e isso foi feito pelos estágios obrigatórios e não obrigatórios, que foram procurados e solicitados por vocês. Nossos professores sempre se esforçaram para dar o melhor em sala de aula, dividindo, compartilhando e construindo o conhecimento do comportamento humano com vocês. Gostaria de agradecer, profundamente, o trabalho, o empenho e a confiança na proposta de uma psicologia atual e preocupada com a pessoa que nossos professores sempre tiveram, e continuarão tendo de forma renovada. E saibam, colegas, que nós professores aprendemos lições valiosas com vocês, que levaremos para sempre em nossa trajetória profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta turma é inovadora, não apenas por ter confiado numa instituição que estava abrindo suas portas, mas porque vocês realmente fazem a diferença. É muito gratificante para nós professores ver o seu interesse, dedicação e curiosidade, manifestado na participação de nossas atividades extraclasse, dos congressos, seminários, ganhando premiações fora da IMED e investindo na carreira acadêmica. Temos a felicidade de saber que vários formandos já estão empregados nos locais onde desenvolveram suas atividades de estágio. Cabe ressaltar e parabenizar aqui os quatro alunos que foram aprovados em programas reconhecidos de mestrado na Unisinos e na Unijuí, apontando que sua qualificação já supera a de profissionais formados e no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer agora, nestes momentos de despedida, turma? Vocês são nossos filhos, que agora estão prontos. Nossos primeiros filhos. E as coisas são sempre marcantes com os primeiros filhos, não é mesmo? Tudo é novidade... Como dizem os estudiosos de família, vamos passar sim pelo ninho vazio. Sua alegria, sua curiosidade, sua dedicação e inovação vão dar saudades. Mas as portas da casa materna e paterna sempre estarão abertas. Voltem para nos ver, nos tragam novidades, deixem que compartilhemos de seu crescimento pessoal e profissional. Estamos, como sempre estivemos, de braços abertos para vocês, que agora, psicólogos, vão ganhar o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-436795384966466775?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=436795384966466775' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/436795384966466775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/436795384966466775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2012/01/discurso-de-formatura-da-primeira-turma.html' title='Discurso de formatura da primeira turma de psicologia da IMED - 21/01/2012'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6594037542695491202</id><published>2011-12-24T17:11:00.006-02:00</published><updated>2011-12-26T16:12:10.860-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><title type='text'>Uma coisa por vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aquilo que intuitivamente já sabemos, ou seja, de que precisamos nos concentrar em poucas ou somente uma coisa por vez para fazermos bem-feito, foi comprovado. O neurologista Russ Poldrack, da Universidade do Texas, em Austin, refere que o cérebro humano não é capaz de processar de forma eficiente várias informações simultâneas, mas processa bem poucas informações por vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 480px; height: 320px; " src="http://www.blogdocomputador.com.br/wp-content/uploads/2010/03/notebook-educacao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.blogdocomputador.com.br/notebook-sala-de-aula/"&gt;http://www.blogdocomputador.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta informação tem importante impacto por exemplo no contexto educacional. Muitos educadores têm defendido o uso de tecnologias no processo ensino-aprendizagem durante aulas expositivas. Embora não se questione o mérito da utilização de novas tecnologias, fica em xeque a forma como a aprendizagem ocorre de maneira eficiente. Ou seja: se o aluno estiver numa aula com o computador, tablet ou conectado com outra tecnologia, seu conhecimento pode estar no prejuízo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A psicologia cognitiva já apontou há vários anos que a atenção é o canal que permite que as informações sejam processadas pelas demais funções mentais, tais como a memória e o pensamento. Quando prestamos atenção em um objeto, ele é o "foco" de nossa análise. Assim, se existem distratores, essa análise acaba ficando a desejar, e o conhecimento não terá a mesma qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltando à sala de aula, o segredo não está na tecnologia propriamente utilizada para a construção do conhecimento, mas na sua forma e no conteúdo. Fica então um alerta: computador ligado em redes sociais, jogos ou outros distratores durante uma aula pode melhorar o relacionamento interpessoal, mas não favorece o aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Sugestão de leitura: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/994343-fazer-duas-coisas-ao-mesmo-tempo-estraga-capacidade-de-atencao-diz-livro.shtml"&gt;Troques da mente&lt;/a&gt;, de Stephen L. Macknik e Susana Martinez-Conde&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6594037542695491202?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6594037542695491202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6594037542695491202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6594037542695491202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/12/uma-coisa-por-vez.html' title='Uma coisa por vez'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-2960112551565429228</id><published>2011-11-20T21:22:00.003-02:00</published><updated>2011-11-20T21:24:35.837-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divulgação científica'/><title type='text'>BOINC: computação pela ciência</title><content type='html'>&lt;div&gt;Seu computador pode auxiliar na solução de vários problemas que afligem a humanidade. Quando ele estiver ocioso, é possível ser utilizado para processar informações obtidas em vários centros de pesquisa distribuídos pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BOINC é um programa que utiliza o tempo inativo do seu computador à ciência, a projetos como a busca pela cura da malária, SETI@home (busca de vida extraterrestre), Climateprediction.net, Rosetta@home, World Community Grid e muitos outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de instalar o BOINC no seu computador, pode conectá-lo a tantos projetos quantos quiser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para conhecer mais e baixar o programa, o link é &lt;a href="http://boinc.berkeley.edu/download.php"&gt;http://boinc.berkeley.edu/download.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colabore!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-2960112551565429228?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=2960112551565429228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2960112551565429228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2960112551565429228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/11/boinc-computacao-pela-ciencia.html' title='BOINC: computação pela ciência'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1039729614048452449</id><published>2011-10-30T13:24:00.007-02:00</published><updated>2011-10-30T14:44:47.222-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filogênese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='especiação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O Planeta dos Macacos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Planeta dos Macacos: A Origem é uma nova filmagem do clássico de 1968, baseado na obra "La planète des singes" escrito por Pierre Boulle, publicado em 1963, que conta a história de uma possibilidade ao mesmo tempo assustadora e sedutora: o aparecimento de uma outra espécie capaz de pensar como os seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-3kHGO37XWnI/Tq1-2-so4FI/AAAAAAAAAvM/1RVsdMc_j-8/s320/2.DE%2BVOLTA%2BAO%2BPLANETA%2BDOS%2BMACACOS%2B-%2B1970.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669326988937584722" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos de nós gostariam que surgisse outra espécie capaz de utilizar níveis complexos de pensamento e linguagem de forma semelhante à nossa, permitindo trocas de informações inteligíveis com os seres humanos. Se, através de processos evolutivos naturais ou artificiais, isso ocorresse, seria uma excelente oportunidade para verificar se o processamento da informação desta espécie seria semelhante ao nosso, ou se teria estruturas diferentes. Tanto num caso como noutro, nossa capacidade de compreensão do pensamento aumentaria muito, podendo alçar a psicologia cognitiva a outros patamares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, essa perspectiva poderia despertar temores primitivos. Como essa espécie se comportaria? Seria capaz de constituir sociedade complexa, com cultura, assim como fazemos? Como expressaria sua agressividade intra e extraespécies? Qual o impacto que isso teria sobre a sociedade humana? Creio ser impossível não se fazer estas questões quando se assiste ao filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/EPva4jovgJo" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1039729614048452449?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1039729614048452449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1039729614048452449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1039729614048452449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/10/o-planeta-dos-macacos.html' title='O Planeta dos Macacos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3kHGO37XWnI/Tq1-2-so4FI/AAAAAAAAAvM/1RVsdMc_j-8/s72-c/2.DE%2BVOLTA%2BAO%2BPLANETA%2BDOS%2BMACACOS%2B-%2B1970.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-8321902727644545264</id><published>2011-09-23T11:47:00.006-03:00</published><updated>2011-09-23T11:54:58.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>O pensamento de Watson</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;O sistema computacional &lt;a href="http://www.watson.ibm.com/index.shtml"&gt;Watson&lt;/a&gt;, da empresa &lt;a href="http://www.ibm.com/us/en/"&gt;IBM&lt;/a&gt;, venceu recentemente um programa americano de perguntas e respostas, mostrando que a capacidade computacional está se aproximando do processamento humano da informação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/FC3IryWr4c8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta não é a primeira vez que a máquina vence o cérebro num desafio. Em 1996, o computador &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deep_Blue"&gt;DeepBlue&lt;/a&gt;, também da IBM, venceu &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garry_Kasparov"&gt;Garry Kasparov&lt;/a&gt; em partidas de xadrez. Mesmo imerso em polêmicas, estas partidas mostraram que o computador era perfeitamente capaz de processar informações de forma semelhante, nos resultados, ao cérebro humano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_industrial"&gt;revolução industrial&lt;/a&gt;, as máquinas substituiram a força humana, ampliando de forma gigantesca nosso potencial físico. O pensamento humano foi, por muito tempo, considerado algo que as máquinas jamais conseguiriam simular, pelo menos o processamento mais elevado ou mais complexo. Entretanto, a cada dia a tecnologia está demonstrando que esse limite está mais perto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-8321902727644545264?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=8321902727644545264' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8321902727644545264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8321902727644545264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/09/o-pensamento-de-watson.html' title='O pensamento de Watson'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/FC3IryWr4c8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-2508328035196782209</id><published>2011-09-05T09:29:00.008-03:00</published><updated>2011-09-05T09:34:41.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ansiedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicossomática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agressividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><title type='text'>TPM, ou Transtorno disfórico pré-menstrual</title><content type='html'>Há muito tempo é conhecido o papel que os hormônios exercem sobre o comportamento humano. Os pesquisadores sobre o comportamento e os profissionais da saúde já identificaram a presença, em mulheres, de um conjunto de sintomas que podem trazer prejuízo em seus relacionamentos que ocorrem antecedendo a menstrução. Estes sintomas são popularmente conhecidos como tensão pré-menstrual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blogger.com/%3Cp%3E%3Ca%20href=%22http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=732%22%3EImage:%20prozac1%20/%20FreeDigitalPhotos.net%3C/a%3E%3C/p%3E"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-999A4ggY9A0/TmTA_c8KgAI/AAAAAAAAAvA/1jCuxSagX9I/s320/16304b03s44ubru.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648852028962275330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora já conhecido, este quadro não fazia parte dos sistemas de classificação como diagnóstico específico. Tanto a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Organização Mundial da Saúde (CID-10) quanto o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais e de Comportamento da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV-TR) não previam este quadro como de diagnóstico próprio, estando no grupo dos transtornos do humor. Contudo, na revisão para a quinta edição (DSM-5), há a previsão do diagnóstico de Transtorno disfórico pré-menstrual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a classificação, o transtorno disfórico pré-menstrual engloba sintomas como acentuada labilidade emocional, como alterações fortes de humor, irritação ou raiva, aumentando conflitos interpessoais, presença de humor depressivo, ansiedade, tensão, perda de interesse em atividades cotidianas, sensação de perda de concentração, cansaço, perda ou aumento de apetite, insônia ou hipersonia e sentimento de estar perdendo o controle, dentre outros sintomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transtorno disfórico pré-menstrual pode realmente afetar o comportamento, e merece atendimento específico, visto que é um quadro que traz prejuízos importantes nas relações interpessoais e laborais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-2508328035196782209?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=2508328035196782209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2508328035196782209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2508328035196782209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/09/tpm-ou-transtorno-disforico-pre.html' title='TPM, ou Transtorno disfórico pré-menstrual'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-999A4ggY9A0/TmTA_c8KgAI/AAAAAAAAAvA/1jCuxSagX9I/s72-c/16304b03s44ubru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5234832597610624495</id><published>2011-08-07T22:31:00.005-03:00</published><updated>2011-08-07T22:44:28.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='genética'/><title type='text'>O cérebro e a mente (III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Dentre a grande quantidade de variáveis que possivelmente contribuíram para o processo evolutivo do cérebro humano, uma delas é quase improvável, mas teve sua parcela de contribuição para a constituição da mente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pesquisa identificou que uma das diferenças genéticas entre os humanos e os gorilas, nossos parentes evolutivos, constitui-se de um gene que define a intensidade da força muscular. Os seres humanos possuem um gene que limita a força muscular, enquanto que os gorilas possuem o gene que aumenta este potencial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comparando o crânio de um gorila com o crânio humano, observamos que o masseter, músculo relacionado à mastigação, é substancialmente diferente. No gorila, o tamanho do músculo é muito maior que no homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.cienciamao.usp.br/dados/3bsc/_craniodegorilamachogoril.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://www.cienciamao.usp.br/dados/3bsc/_craniodegorilamachogoril.jpg" border="0" alt="" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=3bsc&amp;amp;cod=_craniodegorilamachogoril"&gt;Ciência à mão&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://www.daviddarling.info/images/human_skull_side.jpg" border="0" alt="" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fonte: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;a href="http://www.daviddarling.info/encyclopedia/S/skull.html"&gt;The Enciclopedia of Science&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desta forma, um músculo poderoso permite uma dieta com alimentos mais duros, diferente do potencial humano para a mastigação, comparativamente menor. A linhagem dos gorilas preservou o gene, facilitando a capacidade de mastigação, mas o ancestral humano não manteve o gene, produzindo menor força mastigatória e exigindo uma dieta diferenciada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que é interessante é que se a musculatura craniana é mais forte, como no caso do gorila, ela deve ter impedido que os ossos se expandissem como ocorre com o ser humano. A possibilidade de expansão dos ossos do crânio permite o crescimento do cérebro, e graças a ele possuímos o maior cérebro entre os mamíferos em proporção ao tamanho do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5234832597610624495?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5234832597610624495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5234832597610624495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5234832597610624495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/08/o-cerebro-e-mente-iii.html' title='O cérebro e a mente (III)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4612927190725690908</id><published>2011-07-02T10:27:00.006-03:00</published><updated>2011-07-02T10:38:10.369-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>O pensamento além do cérebro</title><content type='html'>O cientista Miguel Nicolelis, renomado pesquisador em neurociências, realizou um experimento que abriu as fronteiras para uma nova era do conhecimento sobre o cérebro. Ao estudar primatas não-humanos, ele conseguiu, através de um experimento inovador, registrar o pensamento e modelar o funcionamento de um braço mecânico. Desta forma, ligou de maneira inédita, o cérebro humano às máquinas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem entrar na discussão ética desta ligação, que certamente fará parte do debate futuro dos filósofos e cientistas, este experimento marca uma nova fase sobre o que conhecemos a respeito do cérebro humano. Teremos próteses capazes de responder diretamente ao cérebro, sem que o comando nervoso passe pela medula espinal? Possivelmente. E mais ainda: podemos construir uma era onde o pensamento não estará mais contido no cérebro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Recomendo o vídeo abaixo, especialmente os últimos minutos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/PTVVYYxY9Cs" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4612927190725690908?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4612927190725690908' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4612927190725690908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4612927190725690908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/07/o-pensamento-alem-do-cerebro.html' title='O pensamento além do cérebro'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PTVVYYxY9Cs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-466071862412218900</id><published>2011-06-16T11:45:00.005-03:00</published><updated>2011-06-16T14:33:31.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lançamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Manual prático de terapia cognitivo-comportamental</title><content type='html'>&lt;div&gt;Foi lançado ontem no Auditório Central da Faculdade Meridional / IMED o livro "Manual prático de terapia cognitivo-comportamental", organizado pelas professoras Margareth da Silva Oliveira e Ilana Andretta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A obra tem como objetivo apresentar os fundamentos teóricos das Terapias Cognitivo-Comportamentais e exemplos de sua aplicação no cotid&lt;/div&gt;&lt;div&gt;iano da clínica, fornecendo um panorama geral dos modelos de tratamento de diversas psicopatologias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.casadopsicologo.net/casadopsicologo/media/catalog/product/cache/1/image/265x265/8a02aedcaf38ad3a98187ab0a1dede95/f/i/file_124_15.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 265px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O livro possui capítulos de autoria dos professores da IMED, Vinícius Renato Thomé Ferreira e Márcia Fortes Wagner, e constitui-se livro-texto para estudantes de psicologia e psicólogos que trabalham com a psicoterapia cognitivo-comportamental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O livro pode ser adquirido no site da &lt;a href="http://www.casadopsicologo.net/casadopsicologo/manual-pratico-de-terapia-cognitivo-comportamental.html"&gt;Casa do Psicólogo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confira as fotos do evento!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H-HE5z-ChJk/Tfo-F-PHuiI/AAAAAAAAAsM/67ze0MPaL9g/s1600/P1000310.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-H-HE5z-ChJk/Tfo-F-PHuiI/AAAAAAAAAsM/67ze0MPaL9g/s400/P1000310.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618871757424802338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ktm6qcOmTuY/Tfo-FZIdBwI/AAAAAAAAAsE/Cl0A7Uqa_6Y/s1600/P1000311.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ktm6qcOmTuY/Tfo-FZIdBwI/AAAAAAAAAsE/Cl0A7Uqa_6Y/s400/P1000311.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618871747464726274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-N_EePnVVelM/Tfo-FIjB-OI/AAAAAAAAAr8/9j8Md7vypgg/s1600/P1000329.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 254px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-N_EePnVVelM/Tfo-FIjB-OI/AAAAAAAAAr8/9j8Md7vypgg/s400/P1000329.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618871743012796642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8PUZeTsIf1Y/Tfo-Eyim-cI/AAAAAAAAAr0/QT5nkOC2cqo/s1600/P1000379.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8PUZeTsIf1Y/Tfo-Eyim-cI/AAAAAAAAAr0/QT5nkOC2cqo/s400/P1000379.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618871737105447362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hDtyXCLWazg/Tfo-EjGQA7I/AAAAAAAAArs/wX0V5k6Y3RQ/s1600/P1000382.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 372px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hDtyXCLWazg/Tfo-EjGQA7I/AAAAAAAAArs/wX0V5k6Y3RQ/s400/P1000382.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618871732959970226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-466071862412218900?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=466071862412218900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/466071862412218900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/466071862412218900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/06/manual-pratico-de-terapia-cognitivo.html' title='Manual prático de terapia cognitivo-comportamental'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H-HE5z-ChJk/Tfo-F-PHuiI/AAAAAAAAAsM/67ze0MPaL9g/s72-c/P1000310.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4348075834817236113</id><published>2011-06-13T14:46:00.003-03:00</published><updated>2011-06-13T15:04:30.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Lançamento do livro Manual Prático de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental</title><content type='html'>&lt;div&gt;A Faculdade Meridional - IMED tem o prazer de convidar a todos para a palestra sobre clínicas-escola e para o lançamento do livro "Manual Prático de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental", organizado por Margareth da Silva Oliveira e Ilana Andretta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-85HHTNQn9Bs/TfZP4riLB0I/AAAAAAAAAq8/wLua30-qjuI/s1600/Newsletter%2BPalestra.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-85HHTNQn9Bs/TfZP4riLB0I/AAAAAAAAAq8/wLua30-qjuI/s400/Newsletter%2BPalestra.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617765420368594754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4348075834817236113?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4348075834817236113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4348075834817236113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4348075834817236113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/06/lancamento-do-livro-manual-pratico-de.html' title='Lançamento do livro Manual Prático de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-85HHTNQn9Bs/TfZP4riLB0I/AAAAAAAAAq8/wLua30-qjuI/s72-c/Newsletter%2BPalestra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1445779086128720038</id><published>2011-06-07T06:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T06:28:51.881-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestibular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imed'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Psicologia no Vestibular IMED 2011-2</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imed.edu.br/"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615406984386547874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qVs7CbDXrAc/Te3u5o2bkKI/AAAAAAAAAq0/i1-dwmWaPws/s400/NewsPsicologia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1445779086128720038?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1445779086128720038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1445779086128720038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1445779086128720038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/06/psicologia-no-vestibular-imed-2011-2.html' title='Psicologia no Vestibular IMED 2011-2'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qVs7CbDXrAc/Te3u5o2bkKI/AAAAAAAAAq0/i1-dwmWaPws/s72-c/NewsPsicologia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5153027546122295259</id><published>2011-05-04T17:25:00.003-03:00</published><updated>2011-05-21T19:10:09.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imed'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Seminário de Psicologia da IMED - Atendimento Clínico de Casal e Família</title><content type='html'>&lt;div&gt;Estamos divulgando o Seminário de Psicologia da IMED, a ser realizado entre 18 e 20 de maio deste ano na IMED, em Passo Fundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais informações podem ser obtidas em www.imed.edu.br ou pelo telefone 54 3045-6100.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-_gZZpiWjFxw/TcG2U5lw3_I/AAAAAAAAAqg/bdLARauZxfE/s400/folder_frente.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 400px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602959881598459890" /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8EqBaWlkT6o/TcG2bYVfEgI/AAAAAAAAAqo/lsN1gmPfNHY/s1600/folder_verso.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8EqBaWlkT6o/TcG2bYVfEgI/AAAAAAAAAqo/lsN1gmPfNHY/s400/folder_verso.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602959992930898434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5153027546122295259?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5153027546122295259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5153027546122295259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5153027546122295259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/05/iv-seminario-de-psicologia-da-imed.html' title='Seminário de Psicologia da IMED - Atendimento Clínico de Casal e Família'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_gZZpiWjFxw/TcG2U5lw3_I/AAAAAAAAAqg/bdLARauZxfE/s72-c/folder_frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-2798546668181268503</id><published>2011-05-01T09:49:00.002-03:00</published><updated>2011-05-01T09:56:35.426-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciências humanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divulgação científica'/><title type='text'>Qualidade da produção brasileira em ciências humanas e sociais</title><content type='html'>O editorial da &lt;a href="http://www.fgv.br/dcm/mkt/mktg/2011/rae/marco_abril/index.html"&gt;Revista de Administração de Empresas&lt;/a&gt; desenvolve um tema que já abordamos na postagem &lt;a href="http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/12/contexto-das-pos-graduacoes-stricto.html"&gt;Contexto das pós-graduações stricto sensu em psicologia no Brasil&lt;/a&gt;, e que merece a atenção dos pesquisadores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o editorial, embora a produção científica brasileira tenha aumentado, obviamente isso não ocorreu de forma equilibrada. Há uma produção significativa nas áreas biotecnológicas, enquanto que as ciências humanas estão mais atrasadas, especialmente ciências sociais, economia e negócios. Essa tendência está de acordo com nossa análise, já mencionada acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a qualidade das publicações nas áreas humanas necessita ser aprimorada. Isso pode ser avaliado pelo índice de impacto das publicações. A boa notícia é que, mesmo que em volume a produção em psicologia não tenha crescido tanto, em impacto já está melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há ainda muito a ser feito. Algumas estratégias precisam ser consideradas, como por exemplo, reduzir um viés ideológico, que aparece muito nas ciências humanas, na elaboração de uma pesquisa sobre o comportamento, pois a ideologia pode ser um elemento que torne o método e/ou a análise obscura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante também que os psicólogos que pesquisam divulguem mais seus achados para o público leigo, traduzindo em linguagem acessível as descobertas realizadas. Além de divulgar o conhecimento psicológico, ainda muito restrito, também servirá para a valorização da profissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-2798546668181268503?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=2798546668181268503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2798546668181268503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2798546668181268503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/05/qualidade-da-producao-brasileira-em.html' title='Qualidade da produção brasileira em ciências humanas e sociais'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6455303521348197898</id><published>2011-04-01T18:07:00.003-03:00</published><updated>2011-04-01T18:14:58.510-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Os caminhos dos neurônios</title><content type='html'>A compreensão dos mecanismos de funcionamento do cérebro é um dos grandes desafios da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa conduzida pelo departamento de neurobiologia da escola médica de Harvard, publicada na revista Science de março deste ano, conseguiu traçar o caminho efetuado pelas conexões de um grupo de neurônios, mostrando quais caminhos os axônios e dendritos seguem para a transmissão das informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa consistiu na fotomicrografia de centenas de lâminas dos neurônios, e depois na montagem dos caminhos traçados pelas conexões. Apenas um destes circuitos possui entre dez mil e cem mil neurônios, com cerca de dez mil interconexões. Desta forma, é possível alcançar a faixa de um bilhão de conexões neste circuito simples, levantando um enorme problema computacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro de supercomputação de Pittsburgh, localizado na universidade Carnegie Mellon efetuou o processo de análise e transformação das informações em um mapa 3D, utilizando apenas 10 neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é um mistério a compreensão de como os neurônios processam as informações, mas os avanços na área da neuroimagem e da fisiologia dos neurônios nos darão pistas importantes para entendermos como compreendemos o mundo e a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia completa está disponível &lt;a href="http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/03/web-crawling-the-brain/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6455303521348197898?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6455303521348197898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6455303521348197898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6455303521348197898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/04/os-caminhos-dos-neuronios.html' title='Os caminhos dos neurônios'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7596136330795484076</id><published>2011-01-22T14:56:00.006-02:00</published><updated>2011-01-22T17:58:14.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>A ironia do manto de Turim</title><content type='html'>Dentre os mistérios que alimentam a fé das pessoas está o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sud%C3%A1rio_de_Turim"&gt;manto de Turim&lt;/a&gt;. Guardado na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim, o sudário pertence ao Vaticano, e os católicos acreditam que ele cobriu Jesus Cristo após sua cricificação e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens do manto são controversas. Vários estudos utilizando datação por carbono-14 apontam que teria sido fabricado na idade média, entre os anos 1260-1390. Alguns estudiosos têm apontado que a utilização deste teste para datação é duvidosa, pois não se sabe por que tipo de situações o manto passou, contaminando o material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a idade média, era muito comum a fabricação de relíquias religiosas pela Igreja. Para uma comunidade, ter uma relíquia significava peregrinação, e ter peregrinos era uma importante fonte de receita, movimentando de forma importante a economia. Assim, houve &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem_de_Edessa"&gt;vários mantos&lt;/a&gt; disputando o título de manto "original" ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observarmos o manto a olho nu, temos uma imagem de frontal e dorsal de um homem usando barba e com cabelos compridos. O negativo de uma fotografia do sudário mostra nitidamente um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TTsMe38zoeI/AAAAAAAAAqE/PW0IxGXhiOg/s1600/sudario1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 92px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TTsMe38zoeI/AAAAAAAAAqE/PW0IxGXhiOg/s400/sudario1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565055489100980706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://oepnet.sites.uol.com.br/santosudario.htm"&gt;O Sudário de Turim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TTsM2z4DnRI/AAAAAAAAAqM/NLHdOHzeNwk/s1600/sudario2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TTsM2z4DnRI/AAAAAAAAAqM/NLHdOHzeNwk/s400/sudario2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565055900324175122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cantodapaz.com.br/blog/2007/07/18/o-misterio-do-santo-sudario/"&gt;O mistério do santo sudário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos realizados no século XX apontaram alguns elementos interessantes, sendo que um dos mais importantes refere-se ao problema da proporcionalidade do rosto. Se a imagem da face realmente tivesse sido produzida por um corpo em contato com um tecido, ficaria bastante distorcida (confira &lt;a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2230/as-anomalias-ignoradas-do-sudrio-de-turim"&gt;aqui&lt;/a&gt; a distorção). Isso porque a cabeça humana tem três dimensões, enquanto que a imagem do manto possui duas dimensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais impressionante é a possibilidade de que o sudário tenha sido a primeira fotografia. Embora não se possa identificar a presença de sulfato de prata, composto presente em negativos fotográficos, visto que a Igreja não permite mais exames do sudário, foi possível reproduzir em laboratório um manto semelhante ao de Turim utilizando técnicas fotográficas rudimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pesquisadores apontam que Leonardo da Vinci seria a única pessoa capaz de realizar tal feito na idade média. Considerando o contexto religioso, e as poderosas forças políticas e econômicas interessadas na produção de relíquias, a família Savoia teria encomendado a fabricação de uma relíquia a Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da especulação, há indícios sugestivos da mão de Leonardo: analisando as imagens do rosto do manto, ela encaixa-se perfeitamente a seus desenhos, indicando que utiliza o mesmo sistema de proporções. Ainda, os traços do manto conferem de forma significativa com auto-retratos de Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que nunca se prove que foi obra de Leonardo da Vinci, seria irônico que o sudário, uma das mais importantes relíquias religiosas do mundo, tivesse sido construído pela ciência, com a tecnologia mais avançada da época somente redescoberta centenas de anos depois. Mais irônico ainda que o rosto de um ateu representasse o ícone maior da cristandade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7596136330795484076?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7596136330795484076' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7596136330795484076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7596136330795484076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/01/ironia-do-manto-de-turim.html' title='A ironia do manto de Turim'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TTsMe38zoeI/AAAAAAAAAqE/PW0IxGXhiOg/s72-c/sudario1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-2775735782948840029</id><published>2011-01-12T21:10:00.002-02:00</published><updated>2011-01-12T21:14:41.925-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avaliação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diagnóstico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><title type='text'>Confusão entre depressão e sintomas depressivos</title><content type='html'>Realizando uma pesquisa em periódicos científicos, encontrei este &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v59n3/a15v59n3.pdf"&gt;texto&lt;/a&gt;, que faz um apontamento bem relevante sobre a diferença entre depressão e sintomas depressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja comum na prática dos profissionais da saúde mental o uso do termo "depressão", cabe ressaltar que depressão é um diagnóstico, com critérios bem definidos de acordo com manuais diagnósticos (como a Classificação Internacional de Doenças - CID ou o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana - APA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, "sintomas depressivos" são apenas os elementos que, em conjunto e por determinado período de tempo, caracterizam o diagnóstico de depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como professor de psicopatologia, já venho há alguns anos trabalhando com esta distinção, pois observo entre os alunos de psicologia, e entre colegas, o uso inadequado do termo depressão quando na verdade estão se referindo somente aos sintomas depressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A depressão deveria ser utilizada apenas quando há um diagnóstico, ou seja, quando houve uma avaliação clínica, efetuada por um profissional treinado, com conhecimento em psicologia, e preferencialmente com a aplicação de testagens específicas. Fora deste contexto, seria adequada apenas a atribuição de sintomas depressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma semelhante, muitos colegas referem-se aos transtornos de ansiedade como se fossem sinônimos de sintomas ansiosos. Igualmente inadequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disseminação na mídia e na linguagem comum de depressão e ansiedade, muitas vezes pela falta de informação qualificada, está atingindo até nossos colegas, que deveriam ter clareza sobre estas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho importante divulgar esta informação não por preciosismo, mas por clareza. A psicologia somente terá condições de avançar se pudermos eliminar distâncias, e não criando mais trincheiras. O uso de uma linguagem comum contribui para este mister.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-2775735782948840029?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=2775735782948840029' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2775735782948840029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2775735782948840029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/01/confusao-entre-depressao-e-sintomas.html' title='Confusão entre depressão e sintomas depressivos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5238483491593590248</id><published>2011-01-01T20:09:00.006-02:00</published><updated>2011-08-07T22:46:20.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='especiação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homem'/><title type='text'>A evolução e as espécies em anel</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por óbvio que um cão é diferente de um gato. Mas quão diferente? Isso vai depender do quanto nos afastamos no tempo em direção de um ancestral compartilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nosso senso comum tenda a atribuir a cães e gatos categorias distintas, na biologia as coisas não são tão simples assim. É um tema instigante de pesquisa compreender o quanto uma espécie se diferencia da outra, diferença que vai muito além da observação morfológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a definição de &lt;a href="http://www.pnas.org/content/102/suppl.1/6600.long"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dobzhansky e Mayr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, espécies são grupos de populações naturais que estão ou têm o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos. Assim, espécies diferentes não poderiam cruzar e gerar indivíduos estéreis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, contudo, alguns fenômenos que rompem com o conceito que temos tradicionalmente de espécie. Um deles é diz respeito à capacidade que algumas bactérias possuem para conjugar genes com outras espécies de bactérias. Além disso, no mundo macroscópico, outro fenômeno também questiona nossa visão clássica de espécie, que é o fenômeno das espécies em anel, ou &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%A9cie_em_anel"&gt;espécie-anel&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As espécies em anel dizem respeito a um conjunto de populações que caracterizariam espécies distintas, mas que estão em contato geográfico. Assim, é possível o inter-cruzamento destas espécies gerando híbridos férteis, mas nem sempre bem adaptados ao seu meio. A disposição em anel, conforme a figura abaixo, mostra que várias espécies, representadas por cores diferentes, podem cruzar com as espécies adjacentes, mas não conseguem fazê-lo com as espécies mais distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TSIbvsRWB0I/AAAAAAAAApU/yHrnKzF6n0I/s1600/especie_anel.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 389px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TSIbvsRWB0I/AAAAAAAAApU/yHrnKzF6n0I/s400/especie_anel.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558035396280321858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://ceticismo.net/ciencia-tecnologia/especies-em-anel/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ceticismo.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno já foi identificado em peixes (gênero &lt;i&gt;Aulostomus&lt;/i&gt;), salamandras (gênero &lt;i&gt;Ensatina&lt;/i&gt;) e pássaros (gênero &lt;i&gt;Philloscopus&lt;/i&gt;). Embora não seja muito comum, ele existe, e é uma das provas contemporâneas de que a teoria da evolução das espécies é a que melhor explica a evolução dos seres vivos, e ajuda a refutar hipóteses concorrentes, como a do design inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, algo semelhante pode ter ocorrido com os seres humanos. É possível que, num passado remoto, espécies dos gêneros &lt;i&gt;Australopithecus &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;Homo &lt;/i&gt;tenham realizado cruzamento inter-espécie. Assim, a formação do gênero &lt;i&gt;Homo &lt;/i&gt;pode ter sido mais complexa do que se imagina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5238483491593590248?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5238483491593590248' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5238483491593590248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5238483491593590248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/01/evolucao-e-as-especies-em-anel.html' title='A evolução e as espécies em anel'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TSIbvsRWB0I/AAAAAAAAApU/yHrnKzF6n0I/s72-c/especie_anel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1767892427754560531</id><published>2011-01-01T10:05:00.002-02:00</published><updated>2011-01-01T10:26:18.273-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planejamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A virada de ano e o planejamento estratégico</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;No início de ano muitas pessoas ficam animadas e fazem promessas. Algumas até mesmo fazem listas, com as propostas de conquistas para o novo período. Mas todas conseguem alcançar o que objetivaram? O que faz com que não alcancem estas metas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Analisando este comportamento com mais atenção, observamos que muitas destas promessas são feitas ao calor do momento. Aqui surgem os planos e objetivos mais ineficazes, pois muitos deles são excessivamente genéricos (esse ano eu quero ser feliz) ou transcedem o espaço de um ano (vou começar uma nova faculdade e me formar).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre as que lembram do que prometeram, há as que escrevem e as que não escrevem os objetivos. Escrever é indicativo de um planejamento um pouco mais sistematizado, mesmo que não seja garantia de realização. Há mais probabilidade de esquecer um pensamento do que algo que foi escrito (e isso que nesta análise estamos desconsiderando os efeitos que o álcool tem sobre a memória).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daquelas que escrevem seus objetivos numa lista, há os que simplesmente engavetam-na e esquecem. Outros, que somente a resgatam no fim no ano, para comparar o que se concretizou. Penso que poucas pessoas manuseiam a lista periodicamente, por exemplo, a cada mês, para monitorar o andamento das metas. Há, ainda, as que dizem: Este ano farei uma lista e vou cumpri-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Finalmente, creio que existam menos pessoas ainda que, a partir desta lista, efetuam um planejamento estratégico, com metas objetivas e cronograma, com possibilidade de ser realizada em um ano, e que acompanham acuradamente sua execução.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que aconteceria se mais pessoas construíssem listas de início de ano e seguissem este planejamento? Certamente seriam pessoas mais felizes, porque alcançariam seus desejos pessoais. Claro que as pessoas não são mais ou menos tristes porque não fazem listas, mas poderiam ser mais felizes e bem-sucedidas se as fizessem e se houvesse um sistema eficaz de alcance de metas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falando de forma genérica, a cultura e a educação não parecem incentivar o comportamento de planejar e executar o que foi proposto. Assim, podemos estar perdendo grandes oportunidades de fazer mais por nossas vidas, simplesmente porque não temos o comportamento de pensar, agir, acompanhar os resultados e traçar novos planos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta época, as pessoas podem tomar decisões por impulso, ou mesmo desejar muito um determinado desfecho, que é manifestado por estas promessas. Contudo, sem planejamento e sem mudança efetiva de comportamento, isso não será suficiente. Mas não há motivos para preocupação: sempre haverá um novo ano com espaço para novas promessas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz ano novo a todos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1767892427754560531?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1767892427754560531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1767892427754560531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1767892427754560531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2011/01/virada-de-ano-e-o-planejamento.html' title='A virada de ano e o planejamento estratégico'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1278925423711868988</id><published>2010-12-24T12:56:00.011-02:00</published><updated>2011-01-01T10:19:40.193-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mestrado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-graduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doutorado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avaliação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Contexto das pós-graduações stricto sensu em psicologia no Brasil</title><content type='html'>Conferindo o status atual dos programas de pós-graduação em psicologia no Brasil, através da lista da CAPES que mostra a avaliação de 2010 (&lt;a href="http://trienal.capes.gov.br/wp-content/uploads/2010/12/relat%C3%B3rio-geral-dos-resultados-finais-da-avalia%C3%A7%C3%A3o-2010.pdf"&gt;disponível aqui&lt;/a&gt;), pode-se observar o cenário da psicologia, que traz alguns elementos interessantes para análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classificação genérica dos programas foi a que mais ocorreu na lista da CAPES de 2010. Dos 61 programas, 33 deles, que corresponde a 54,09%, são designados como em Psicologia. Em segundo lugar, com 9,83% (6 programas) estão os programas em psicologia social e em terceiro lugar, com 8,19% (5 programas), os programas em psicologia clínica. Os demais programas, que somam 27,89% (17 programas), possuem uma definição menos genérica, apresentando de forma mais precisa seu foco de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 333px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554264867186604050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS2eA0W-BI/AAAAAAAAAoY/qMg7m2jB4LI/s400/grafico1.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas avaliados em 2010, em sua maioria (33, correspondendo a 54,09%) são programas de mestrado e doutorado. Em seguida, há 26 programas (42,62%) somente de mestrado acadêmico, um de mestrado profissionalizante e um somente de doutorado (correspondem, na soma, a 3,27%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554265055904540514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS2o_2OJ2I/AAAAAAAAAog/ZFLv-JUg8dA/s400/grafico2.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos conceitos, a distribuição mostra que 37,70% dos programas (23) possui conceito 4, sendo a maioria das avaliações. Em seguida, estão os programas com conceito 5 (17 programas, correspondendo a 27,87%), e conceito 3 (15 programas, com 24,59%). Somente 4 programas em psicologia avaliados em 2010 (6,56%) possuem conceito 7, alcançando nível internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3Bk2FU4I/AAAAAAAAAoo/b8g7FUa_6r0/s1600/grafico3.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554265478152934274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3Bk2FU4I/AAAAAAAAAoo/b8g7FUa_6r0/s400/grafico3.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a distribuição geográfica, a maior parte dos programas de pós-graduação stricto sensu em psicologia está localizado na região sudeste, com 45,90% (28 programas), seguido pela região nordeste (19,67%, representando 12 programas) e pela região centro-oeste (16,39%, representando 10 programas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3JmUveqI/AAAAAAAAAow/keYlL6nlqLo/s1600/grafico4.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554265615988914850" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3JmUveqI/AAAAAAAAAow/keYlL6nlqLo/s400/grafico4.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas mais bem avaliados pela CAPES situam-se, da mesma forma, na região sudeste (com 3 programas com conceito 7 e 9 programas com conceito 5) seguido pela região nordeste (com 5 programas com conceito 5). Fora da região sudeste, somente a região sul possui um programa de pós-graduação stricto sensu com conceito 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3ON-aTnI/AAAAAAAAAo4/Fvl1g3JKG7Y/s1600/grafico5.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554265695352147570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3ON-aTnI/AAAAAAAAAo4/Fvl1g3JKG7Y/s400/grafico5.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, comparando a porcentagem de programas de pós-graduação em engenharia, que pela CAPES é o que possui maior número de avaliações com conceito 7 (15,38%, correspondendo a 18 programas), os programas em psicologia com conceito 7 respondem somente por 5,98% (4 programas), equiparado em número e porcentagem aos programas de pós-graduação em literatura/linguística e geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3SVuAZGI/AAAAAAAAApA/Upiu14N6r54/s1600/grafico6.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554265766150300770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS3SVuAZGI/AAAAAAAAApA/Upiu14N6r54/s400/grafico6.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pode haver alguma pequena discrepância neste gráfico, visto que ele sintetiza algumas áreas por proximidade (p. ex., os vários cursos relacionados com a área da agronomia foram reunídos sob o rótulo de Agronomia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em comparação com áreas mais tradicionais, a psicologia brasileira ainda carece, e em grande medida, de programas de pós-graduação que tenham qualidade reconhecida internacionalmente. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1278925423711868988?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1278925423711868988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1278925423711868988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1278925423711868988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/12/contexto-das-pos-graduacoes-stricto.html' title='Contexto das pós-graduações stricto sensu em psicologia no Brasil'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TRS2eA0W-BI/AAAAAAAAAoY/qMg7m2jB4LI/s72-c/grafico1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-8986367789561137174</id><published>2010-11-02T12:18:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:24:14.353-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicofarmacologia'/><title type='text'>A eficácia dos antidepressivos II</title><content type='html'>Seguindo os problemas apontados na &lt;a href="http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/eficacia-dos-antidepressivos.html"&gt;postagem anterior&lt;/a&gt;, que mencionou que antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) não seriam mais eficazes do que placebo, outro tema merece uma atenção cuidadosa pelos profissionais da saúde mental: os antidepressivos não funcionariam como se acredita que funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo médico vigente de saúde-doença postula que o tratamento deve idealmente reestabelecer o funcionamento prévio do organismo; então, o objetivo da medicação é "normalizar" as funções que não estão equilibradas. Assim, o funcionamento de medicações antidepressivas deve-se ao fato de que a medicação aumentaria os níveis disponíveis de serotonina para os neurônios, facilitando o funcionamento das sinapses. Até aqui tudo bem, a não ser a falta de comprovação de que isto ocorre de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ucl.ac.uk/slms/people/show.php?personid=11975"&gt;Joanna Moncrieff&lt;/a&gt;, da University College London e &lt;a href="http://ssph.fiu.edu/social_work/faculty_cohen.html"&gt;David Cohen&lt;/a&gt;, da Florida International University, discutiram essa questão num &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1472553/pdf/pmed.0030240.pdf"&gt;artigo &lt;/a&gt;onde é proposto que antidepressivos criariam um estado "atípico" no cérebro. Este estado diferenciado é o que produziria os efeitos antidepressivos, de modulação do humor e redução dos sentimentos de tristeza e os outros sintomas da depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sustenta esta tese? Os autores argumentam que haveria pouca evidência que sustenta que os antidepressivos reestabelecem os níveis normais de neurotransmissores - pesquisas não mostram, por exemplo, falta de serotonina (um neurotransmissor que seria relacionado à depressão) ou outras monoaminas em pessoas com diagnóstico de depressão. Estudos com animais também apresentam inconsistências, que referem-se especialmente a "o que" seriam os sintomas de depressão nestes animais. Estes argumentos, dentre vários, seriam suficientes para levantar a lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os autores citados apresentam uma explicação alternativa para o funcionamento de antidepressivos. O modelo padrão é o centrado na doença, que explica que os antidepressivos funcionam porque reestabeleceriam os níveis anormais de neurotransmissores. O alternativo, chamado de "modelo centrado no medicamento", aposta que é a alteração cerebral provocada pelo medicamento o que traria um alívio dos sintomas. Seria mais ou menos como dizer que o álcool seria um bom tratamento para fobia social porque "solta" a pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o modelo centrado na droga se mostrar coerente, muita coisa vai mudar no entendimento e no tratamento dos transtornos mentais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-8986367789561137174?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=8986367789561137174' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8986367789561137174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8986367789561137174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/11/eficacia-dos-antidepressivos-ii.html' title='A eficácia dos antidepressivos II'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5426039011727799141</id><published>2010-10-27T14:13:00.004-02:00</published><updated>2010-10-27T14:24:08.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agressividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trânsito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Os superpoderosos</title><content type='html'>Na idade média, os cavaleiros eram considerados os ícones de força e poder físico. Eram os guerreiros que defendiam os territórios feudais e conquistavam outros tantos. Um dos aspectos que lhes conferia esta força era o uso de uma pesada armadura metálica, protegendo dos ataques inimigos, especialmente da espada. Ao mesmo tempo em que a armadura protegia, poderia ser utilizada como arma contra os oponentes. Sentir-se invulnerável é um bom recurso psicológico para aumentar a coragem das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não se usa mais armadura como os cavaleiros medievais. Mas ao que parece, existe uma outra que dá coragem às pessoas. Dá pra pensar, observando o trânsito, que os veículos estão fazendo as vezes destas armaduras. Muitas pessoas parecem se transformar quando estão pilotando um veículo automotor; tornam-se mais ousadas, mais intrépidas, mais destemidas, como se o trânsito fosse uma guerra de todos contra todos. Além de se sentirem protegidas e poderosas, muitas pessoas ficam acima do bem e do mal, e principalmente, acima das leis do trânsito. Dirigir um veículo parece dar uma carta branca, e se pode fazer de tudo: passar sinais fechados, estacionar em faixas de segurança, em fila dupla, na faixa amarela, dispensar o uso de pisca para mudança de direção e, acima de tudo, pilotar em velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero com esses comentários culpar exclusivamente os motoristas pelas imprudências no trânsito, afinal de contas existem muitos pedestres que também não possuem nenhuma prática segura ao atravessar as ruas e avenidas. Mas existe um ponto que deve ser observado: enquanto qualquer pessoa é pedestre, nem todos os pedestres são motoristas. Para isto, é necessária uma habilitação, ou seja, uma concessão do direito de dirigir. Então, em tese, quem dirige deveria ser mais responsável ainda, afinal de contas demonstrou certa habilidade e deve responder por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta compreender por qual razão essa armadura é necessária. Necessitamos nos sentir fortes quando nos percebemos agredidos ou fragilizados por alguma razão. E não faltam, hoje em dia, motivos para estarmos sensíveis: estresse no trabalho, nas relações interpessoais, isso sem falar que o próprio trânsito é fonte de estresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala que a educação no trânsito deve ser reforçada para modificar nossos comportamentos, e concordo com isso. Mas uma análise sobre nosso comportamento também precisa ser realizada, porque se não combatermos as fontes que nos estressam, o cenário não irá mudar, e a tendência é mesmo piorar. Armaduras são desnecessárias quando estamos, de fato, fortalecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Artigo publicado no jornal O Nacional, de 25 e 26 de setembro de 2010.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Texto complementar: &lt;a href="http://www.nead.uncnet.br/2009/revistas/psicologia/admin/chama_artigo.php?artigo=32.pdf&amp;amp;ed=3"&gt;Comportamentos no trânsito e causas da agressividade &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5426039011727799141?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5426039011727799141' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5426039011727799141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5426039011727799141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/os-superpoderosos.html' title='Os superpoderosos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6533965872542699688</id><published>2010-10-17T12:04:00.007-02:00</published><updated>2011-01-01T10:24:27.884-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicoterapia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicofarmacologia'/><title type='text'>A eficácia dos antidepressivos</title><content type='html'>Um artigo publicado em 2008 na &lt;a href="http://www.plos.org/"&gt;PLoS &lt;/a&gt;causou certo tremor na comunidade científica, pois apontou que os antidepressivos da quarta geração, que incluem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluoxetina"&gt;fluoxetina&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Venlafaxina"&gt;venlafaxina&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nefazodona"&gt;nefazodona&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paroxetina"&gt;paroxetina&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sertralina"&gt;sertralina &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Citalopram"&gt;citalopram&lt;/a&gt;, considerados inibidores seletivos da recaptação da serotonina (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ISRS"&gt;ISRS&lt;/a&gt;), não teriam efeito superior ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo"&gt;placebo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo consistiu em uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meta-analysis"&gt;meta-análise &lt;/a&gt;(um estudo sobre dados já publicados) que englobou 35 estudos quase-experimentais analisou parâmetros estatísticos relevantes (como variância, desvio-padrão e diferença entre as médias), abrangendo 3.292 pessoas no grupo-teste (com utilização de um dos medicamentos) e 1.841 no grupo controle (com placebo). O que é especialmente interessante na análise conduzida por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Irving_Kirsch"&gt;Irving Kirsch &lt;/a&gt;e equipe foi a fonte dos dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria farmacêutica norte-americana deve submeter todo e qualquer estudo realizado ao Food and Drug Administration (&lt;a href="http://www.fda.gov/"&gt;FDA&lt;/a&gt;), que é o órgão controlador dos medicamentos nos Estados Unidos - mesmo (e principalmente) os estudos que não demonstram eficácia da medicação. Desta forma, estes dados provavelmente possuem pouco ou nenhuma tendência (viés) a aumentar os efeitos das medicações, mas demonstrar os efeitos que realmente foram identificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.plosmedicine.org/article/info:doi/10.1371/journal.pmed.0050045"&gt;artigo de Kirsch et al.&lt;/a&gt; demonstrou que os participantes dos grupos-teste destes 35 estudos não apresentaram mudanças superiores em relação aos pacientes dos grupos controle, a não ser os pacientes que apresentavam depressão grave. Entretanto, mesmo para estes, Kirsch et al. argumentam que o que houve não foi, efetivamente, um aumento da eficácia dos medicamentos, mas sim uma diminuição do efeito placebo, que cria a ilusão de que os efeitos dos medicamentos foram maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo, bem conduzido do ponto de vista metodológico, aponta para uma valorização do trabalho do psicólogo, visto que se as medicações realmente são pouco eficazes, o que faz a grande diferença no tratamento da depressão é a psicoterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma entrevista de Irving Kirsch pode ser lida &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/09/2010/entrevista-irving-kirsch/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6533965872542699688?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6533965872542699688' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6533965872542699688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6533965872542699688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/eficacia-dos-antidepressivos.html' title='A eficácia dos antidepressivos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7890384407757369903</id><published>2010-10-04T20:52:00.003-03:00</published><updated>2011-01-01T10:20:01.384-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avaliação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='testes'/><title type='text'>IV Seminário de Psicologia da IMED - 29/09 a 1/10/2010</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i3.ytimg.com/vi/NIKXNC3hO5Y/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NIKXNC3hO5Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NIKXNC3hO5Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Agradeço aos alunos, especialmente à Gabriele Albuquerque, pela realização e edição deste video.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7890384407757369903?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7890384407757369903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7890384407757369903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7890384407757369903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/iv-seminario-de-psicologia-da-imed-2909.html' title='IV Seminário de Psicologia da IMED - 29/09 a 1/10/2010'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5308602628224268867</id><published>2010-09-19T10:06:00.002-03:00</published><updated>2011-01-01T10:21:27.614-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Os mecanismos evolutivos</title><content type='html'>Muitas vezes, quando se considera a história evolutiva dos seres vivos, críticos da evolução argumentam que a vida teria evoluído rápido demais para que tenha sido uma obra das pressões do ambiente. Isso justificaria a existência de um design inteligente, mentor do desenho que os organismos vivos possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a evolução é muito mais complexa do que se pode imaginar. É bastante comum que os biólogos analisem, especialmente, as pressões seletivas do ambiente que geram uma pequena vantagem reprodutiva como um principais mecanismos de especiação. Contudo, a vida é um fenômeno complexo, e é necessário também considerar a importante influência de fatores abióticos como causas de mutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta é protegido por uma camada magnética chamada de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetosfera"&gt;magnetosfera&lt;/a&gt;. Ela é o produto do fluxo de elementos magnéticos no centro da Terra, produzido pelo movimento de rotação. Graças a ela é possível existir a vida como conhecemos, pois impede que grande parte do vento solar invada o planeta; é um escudo contra a força do Sol. Este escudo, entretanto, não é imutável, pois periodicamente sobre mudanças de polaridade, o que acaba modificando sua capacidade protetora. Aumentos de radiação devidos à baixa da proteção da magnetosfera podem ter efeitos sobre os genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, erupções de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Supervulc%C3%A3o"&gt;supervulcões&lt;/a&gt;, que ocorrem periodicamente no planeta, também podem ter baixado as defesas do planeta e permitido a ação de agentes mutagênicos. Existem dezenas de supervulcões distribuídos ao longo da crosta terreste, e uma erupção pode deixar uma camada de vários centímetros de poeira por centenas de quilômetros quadrados. É estimado que uma destas erupções, há cerca de 2 milhões de anos, tenha feito isso por mais da metade do território que hoje compreende os Estados Unidos. Além dos efeitos sobre o solo, os gases expelidos por estas erupções danificam a camada de ozônio, aumentando os níveis de radiação ultravioleta, que também tem efeitos mutagênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos a evolução, não é suficiente nos determos apenas nos efeitos da competição pela sobrevivência resumido à luta entre as espécies. A complexidade de fatores implicados é muito grande, mas, mesmo assim, não parece ser necessária a intervenção de um designer para criar a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5308602628224268867?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5308602628224268867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5308602628224268867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5308602628224268867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/09/os-mecanismos-evolutivos.html' title='Os mecanismos evolutivos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5696284260626994058</id><published>2010-09-18T18:24:00.002-03:00</published><updated>2011-01-04T19:55:00.811-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bullying'/><title type='text'>O preconceito inconsciente</title><content type='html'>Todos os dias temos constantemente provas de que nosso comportamento possui raízes irracionais, apesar de nossa racionalidade. Os estudos de &lt;a href = http://www.people.fas.harvard.edu/~banaji/&gt;Mahzarin Banaji&lt;/a&gt;, psicóloga social e professora do departamento de psicologia da Harvard University, têm demonstrado que os preconceitos que temos possuem raízes que desconhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos com o teste de associação implícia (IAT, em inglês) têm demonstrado que as pessoas, até mesmo as crianças, possuem uma tendência a avaliar de maneira mais favorável pessoas parecidas com elas mesmas, e de forma menos favorável, pessoas diferentes. Isso não significa dizer que temos preconceitos de algum tipo pré-formatados desde a infância, mas sim que temos uma tendência a julgar favoravelmente o que se parece mais conosco. À medida em que vamos crescendo, aquilo que é considerado diferente vai se cristalizando, graças principalmente à ação do meio social. Nesse aspecto, a família possui uma força importante para a constituição sobre o que é ou não diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreender estes fenômenos pode nos auxiliar a entender de que forma organizamos o mundo, especialmente entre o que consideramos aceitável ou inaceitável. São evidentes as aplicações destes estudos por exemplo na diminuição dos comportamentos de bullying entre as crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais formas existentes para diminuir o preconceito, segundo Banaji, é a experiência. Quanto mais temos contato e vivenciamos o que é diferente, mais o preconceito tende a diminuir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5696284260626994058?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5696284260626994058' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5696284260626994058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5696284260626994058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/09/o-preconceito-inconsciente.html' title='O preconceito inconsciente'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6238998434578413171</id><published>2010-09-03T14:44:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:25:06.422-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='docência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imed'/><title type='text'>Docência na Educação Superior IMED</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Últimos dias para inscrições!&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imed.edu.br/imedvirtual/cursos/ver/27"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 322px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512745302349720754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TIE0pQvCLLI/AAAAAAAAAoQ/jRcGE4DV5pA/s400/Doc%C3%AAncia+na+Educa%C3%A7%C3%A3o+Superior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6238998434578413171?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6238998434578413171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6238998434578413171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6238998434578413171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/09/docencia-na-educacao-superior-imed.html' title='Docência na Educação Superior IMED'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/TIE0pQvCLLI/AAAAAAAAAoQ/jRcGE4DV5pA/s72-c/Doc%C3%AAncia+na+Educa%C3%A7%C3%A3o+Superior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-8556869353147453308</id><published>2010-08-29T17:18:00.006-03:00</published><updated>2011-01-01T10:21:48.389-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divulgação científica'/><title type='text'>A Estante da Ciência</title><content type='html'>*Este artigo foi publicado no jornal O Nacional, de Passo Fundo, em 17 e 18 de Janeiro de 2009. Resolvi postar no blog porque as coisas continuam iguais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aquilo que uma sociedade lê reflete o que ela é, podemos concluir que a ciência é algo que não está muito no gosto dos leitores brasileiros. Em visita costumeira a algumas grandes livrarias de Porto Alegre, observei a disposição das estantes e a quantidade de títulos mostra algo curioso: além da literatura ficcional e não-ficcional, há uma grande oferta de livros de auto-ajuda. Nenhuma novidade, qualquer um pode constatar. O interessante é que estes livros estão expostos de forma que o público que entra na livraria os visualiza com facilidade e rapidez. Os livros científicos, e me refiro especialmente os de divulgação científica, que exigem do leitor um conhecimento apenas mínimo de ciência, por sua vez estão quase ausentes. Se você quiser livros de divulgação científica, vai ter que procurar. Quando encontrar, vai observar que ocupam um espaço muito pequeno em relação ao espaço da livraria como um todo (chuto por alto 1% sendo bem generoso) e, além disso, com poucos exemplares, poucos títulos e pouca visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse contraste é curioso. Por que a auto-ajuda vende mais do que a ciência? Por várias razões. As pessoas possuem necessidades emocionais prementes que os livros de auto-ajuda prometem resolver com rapidez e eficiência; e realmente são muito rápidos. Você termina de ler o livro e já esquece. Numa sociedade onde as pessoas não têm mais o conforto de alguém que lhes diga como se comportar, títulos diversos de auto-ajuda dão uma referência de comportamento, mesmo que momentânea. Os livros de auto-ajuda são escritos numa linguagem muito acessível, o que facilita a leitura, além de terem letras agradáveis e não serem volumosos. E não exigem que o leitor pense muito: você joga meia-dúzia de fatos da vida, mais uma pitada de senso-comum, uma dose de "veja como você não consegue ver coisas óbvias em sua vida" e um toque final de "faça assim que você vai se dar bem" e a fórmula não tem erro. É batata. Além disso, constroem uma falsa sensação de que você descobriu as coisas que estão dando errado em sua vida e que possui o poder de mudá-las pela "força do pensamento", sentimento que dura até você começar a ler o próximo título que diz basicamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pobre ciência... milhões de reais são investidos anualmente na busca de soluções científicas para os problemas humanos, e o que acontece com ela? Fica alheia à vida real, aos problemas reais, acessível a uns poucos iniciados que entendem a linguagem da matemática e ficam fuçando nas coisas até descobrir como elas funcionam. A ciência é vista como algo complicado, chato, difícil de entender, e é claro que ela vai continuar sendo assim, afinal nosso sistema educacional, por falta total de vontade política, não tem interesse que os alunos saiam pensando pelas suas próprias cabeças. Para você que fez o ensino médio, uma pergunta: quantos experimentos de química, por exemplo, você fez? Quantos você viu? E não vale a desculpa de que para fazer experimentos é necessário estrutura, equipamentos... Você sabia que com um pedaço de zinco, outro de cobre e um limão pode-se gerar eletricidade? Possivelmente não; talvez isso se deva ao fato de o limão estar muito caro no mercado. Essa é a melhor fórmula para deixar as pessoas alheias ao conhecimento: dar a ilusão de que sabem algo que na verdade não sabem. Fica bem para todo mundo assim, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando for numa livraria, se você tiver esse hábito, dê uma passada na seção de divulgação científica. Veja os títulos. Tenho certeza de que algo vai chamar sua atenção. E será algo que vai durar na sua vida muito mais tempo do que um exemplar de auto-ajuda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-8556869353147453308?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=8556869353147453308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8556869353147453308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8556869353147453308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/08/estante-da-ciencia.html' title='A Estante da Ciência'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4634549565557341945</id><published>2010-08-01T19:26:00.007-03:00</published><updated>2011-01-04T19:55:25.833-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ansiedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicoterapia'/><title type='text'>Por que mudar é difícil?</title><content type='html'>Uma das coisas mais complexas que existem é a mudança duradoura de comportamento. Observamos todos os dias as pessoas, e nós mesmos, dizendo que tal comportamento não nos faz bem e que vamos mudá-lo. Contudo, nem sempre isso acontece de maneira fácil, nem rápida, e é bastante comum que continuemos, após certo tempo, mantendo o mesmo padrão de comportamento. Uma das causas que parece manter a estabilidade do comportamento é o aumento de ansiedade que essa mudança gera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que racionalmente compreendamos que tal mudança será benéfica para nós, existe um empecilho: mudar de comportamento significa, primeiramente, analisar o comportamento atual. Aqui começa o problema, pois ao fazer isso, nos damos conta de que muitas coisas importantes que acreditamos na verdade não existem, e isso aumenta o nível de ansiedade. Durante o processo evolutivo, a redução da ansiedade foi um mecanismo importante que colaborou para a manutenção da vida, porque ansiedade em intensidade elevada e/ou por tempo prolongado causa danos ao organismo. Sempre que temos elevados nossos níveis de ansiedade, disparamos mecanismos que tentam reduzir-la, e um dos primeiros movimentos que ocorrem é a tentativa de remoção do estímulo aversivo. Em outras palavras, se começar a pensar sobre nosso comportamento é algo que aumenta a ansiedade, a forma mais fácil de reduzir esta ansiedade é simplesmente parar de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos imaginar, por exemplo, uma situação de conflito onde a mudança de comportamento seria benéfica: um filho adulto em conflito com a mãe, cuja fonte de atrito é o desejo por parte da mãe de ter o filho mais perto em termos afetivos contra o desejo do filho em ter mais autonomia. Quando este conflito surge, desperta sentimentos de raiva, ansiedade e desconforto em ambos. Na discussão, cada um demonstrará ter razão, pelo seu ponto de vista (a mãe sente falta do apoio emocional do filho; o filho sente-se pressionado e com sua liberdade ameaçada). Ao fim da briga, ora um cede, ora outro cede: o filho aproxima-se da mãe novamente, em termos afetivos, e a mãe, por sua vez, dá um pouco de espaço para o filho, por algum tempo. Desta forma, a ansiedade é aumentada, num primeiro momento, e depois reduzida a níveis suportáveis para ambos. Entretanto, outras brigas virão, porque a fonte que está provocando a ansiedade não foi tocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que aconteceria se um destes dois protagonistas começasse a pensar na relação que tem com o outro, sobre seus comportamentos, sentimentos e as consequências disso? Vamos supor que a mãe começa a pensar sobre a criação do seu filho, em como se dedicou a ele e como ele está sendo ingrato ao não corresponder aos sentimentos dela. Isso certamente vai despertar os sentimentos de ansiedade, que pode desencadear a briga, pelo pressuposto: "Aproxime-se de mim, me dediquei a você e agora estou me sentindo mal porque não sinto que você corresponde a tudo o que fiz". Se, ao invés de iniciar a briga, a mãe continuasse pensando sobre as causas de seu desconforto e quais as consequências que isso gera para todos, poderia se dar conta que se dedicou de forma intensa para o filho porque, na verdade, estava se sentindo desvalorizada em outras áreas, como por exemplo, na relação com seu companheiro ou com a sua família de origem. É bem provável que esse tipo de pensamento iria gerar muito mais ansiedade, aumentando o sofrimento já experimentado no presente pela briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por parte do filho, se ele também observasse que a ansiedade que está sentindo quando briga com sua mãe está sendo alimentada, muitas vezes, por comportamentos do passado, teria, assim como ela, aumentado o seu nível de ansiedade. Então, ainda gera menos sofrimento toda a ansiedade produzida pela briga atual do que "mexer" nas coisas que aconteceram no passado e que estão alimentando os conflitos do presente: quando a briga termina, a ansiedade baixou, mas ninguém pensou em tocar na fonte dos problemas. Ou se pensou, não foi forte o suficiente a ponto de mudar seu comportamento de forma significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que dificulta muito a mudança do comportamento não é falta de capacidade de pensar sobre nossos problemas, mas sim uma espécie de "armadilha" emocional que visa a preservação do funcionamento do sistema nervoso - a evitação dos sentimentos de ansiedade. Sempre que pensar sobre algo gera ansiedade, a primeira reação será combater este pensamento. Como isso geralmente dá certo, podemos compreender então porque é tão comum que as pessoas pensem pouco sobre seus próprios comportamentos e tenham tanta dificuldade de mudá-los. Entretanto, pensar sobre o comportamento e efetuar as mudanças, mesmo que doloroso, tende a trazer a longo prazo mais benefícios, pois os conflitos já compreendidos e trabalhados tendem a exigir menos do sistema nervoso, disparando menos os mecanismos de ansiedade e aumentando a qualidade de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4634549565557341945?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4634549565557341945' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4634549565557341945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4634549565557341945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/08/por-que-mudar-e-dificil.html' title='Por que mudar é difícil?'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-422837545931784510</id><published>2010-06-16T17:28:00.002-03:00</published><updated>2011-01-01T10:24:42.800-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diagnóstico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><title type='text'>Cuidado com a depressão</title><content type='html'>Dentre os transtornos mentais mais comentados nos últimos anos está a depressão. Arrisco a dizer que não há um telenoticiário, um jornal ou estação de rádio que não tenha veiculado alguma notícia sobre este transtorno, o que reflete a popularidade deste tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, por paradoxal que pareça, muito se fala em depressão mas pouco se conhece sobre ela em detalhes. Para começar, é fundamental diferenciar a depressão da tristeza. Muitas pessoas dizem que estão com depressão ao menor sinal de tristeza, o que não é correto. A depressão consiste em um conjunto de sintomas, como insônia ou hipersonia, perda ou amento de apetite &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; tristeza. Mas não qualquer tristeza; precisa ser constante, intensa e estar além do sentimento de controle da pessoa. Aí já podemos pensar na possibilidade de uma depressão. A tristeza é um sentimento momentâneo, mas o principal elemento de diferenciação é a tristeza passa, e a pessoa volta ao humor habitual. A depressão persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto, mais técnico, diz respeito ao diagnóstico de depressão. Temos observado que parece ser comum o diagnóstico de depressão, mesmo por profissionais não especialistas. Acreditamos que fazer isto é arriscado, pois como dissemos acima, nem toda tristeza referida pelo paciente é um diagnóstico de depressão. Isso ocorre porque há vários outros diagnósticos que apresentam sintomas depressivos, gerando um equívoco. Por exemplo, no transtorno de personalidade borderline, há crises de depressão; se estas forem observadas isoladamente, sem levar em conta o histórico de comportamento e sintomas do paciente, o diagnóstico seria de depressão, mas o paciente tem algo que pode ser mais grave e persistente, e obviamente vai exigir uma série de intervenções bem diferenciadas do que se fosse somente depressão, e por um período de tempo mais prolongado. Sadock &amp;amp; Sadock (2007, p. 580) referem que de 25% a 50% dos pacientes diagnosticados inicialmente com depressão tiveram posteriormente seus diagnósticos refeitos para outras condições psiquiátricas, o que mostra o tamanho do cuidado que se deve tomar no diagnóstico de depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, na presença de sintomas de depressão, busque um bom especialista na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência bibliográfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SADOCK, Benjamim J.; SADOCK, Virginia A. &lt;strong&gt;Compêndio de Psiquiatria&lt;/strong&gt;: ciências do comportamento e psiquiatria clínica. 9 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-422837545931784510?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=422837545931784510' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/422837545931784510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/422837545931784510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/06/cuidado-com-depressao.html' title='Cuidado com a depressão'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6493586625130837429</id><published>2010-05-20T20:28:00.002-03:00</published><updated>2010-05-20T20:35:03.436-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><title type='text'>A unidade do cérebro</title><content type='html'>O estudo do cérebro humano revela coisas surpreendentes. Conforme vamos investigando a estrutura e funcionamento deste complexo órgão, percebemos que nossos esforços para separar e classificar nosso comportamento em categorias distintas (como por exemplo pensamento, afeto e sensação) é bastante arbitrário e mesmo artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos começar essa análise discutindo funções básicas como o controle do sono e da fome com outras consideradas "superiores" como por exemplo os afetos e o pensamento. O hipotálamo é considerado um dos principais centros de controle do sono e da fome, que é efetuada através de seus núcleos (os núcleos do hipotálamo são compostos por corpos neuronais agrupados), e está localizado nas paredes do terceiro ventrículo, no "centro" do cérebro. Lesões ou alterações nos neurônios destes grupos, causados por traumas ou tumores, podem provocar fenômenos interessantes, como por exemplo aumento ou extinção do sentimento de fome e a eliminação do controle do sono, deixando uma pessoa indefinidamente consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além destas funções corporais, os neurônios dos núcleos hipotalâmicos também controlam a regulação de emoções. Intimamente em sintonia com outros centros de controle, como o sistema reticular ativador ascendente (SRAA), o hipotálamo ajuda na modulação de nosso humor, gerando estados de tranquilidade, paz e ansiedade face a um perigo. Alterações no funcionamento das vias do SRAA provocam efeitos sobre o comportamento como um todo, causando ao mesmo tempo variações de humor, perda ou aumento da necessidade de sono, dificuldades de raciocínio e alterações em nossa disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes são sintomas clássicos de depressão. Quando alguém toma um antidepressivo, a medicação age diretamente nos centros do hipotálamo e outras regiões do cérebro, produzindo um efeito amplo que melhora o humor, o sono e a disposição. Isto ocorre porque os grupos de neurônios que regulam o sono, a fome e a energia ou são os mesmos ou estão intimamente relacionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, mesmo que na nossa vida prática nós tentemos separar as funções mentais, chamando-as de "afeto", "pensamento" ou "consciência", do ponto de vista neurológico estas distinções não parecem fazer muito sentido. Se a evolução produziu neurônios capazes de regular funções mentais tão distintas, pode-se observar que é de praxe na natureza a utilização de estruturas que possuem uma finalidade específica em usos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto deste ângulo, faz muito sentido pensar que o comportamento humano é, de fato, uma unidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6493586625130837429?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6493586625130837429' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6493586625130837429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6493586625130837429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/05/unidade-do-cerebro.html' title='A unidade do cérebro'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4682153455422378043</id><published>2010-02-07T21:22:00.004-02:00</published><updated>2011-01-01T10:27:30.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homeopatia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociência'/><title type='text'>10:23</title><content type='html'>Foi amplamente divulgada pela mídia uma campanha promovida por uma &lt;a href="http://www.1023.org.uk/"&gt;organização&lt;/a&gt; que questionava os efeitos de preparados homeopáticos. Os manifestantes ingeriram uma grande quantidade destes preparados, pois a principal crítica contra a homeopatia é que ela, devido às ultradiluições, não teria efeito superior à ingestão de placebo. O resultado da campanha, após uma semana, foi que não houve nenhum efeito observável, nem sequer intoxicação, entre as centenas de pessoas que participaram ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas à parte, que indicam que a homeopatia não tem em média eficácia superior ao uso de placebo, este movimento parece ter demonstrado de maneira definitiva que os preparados homeopáticos não possuem os efeitos que seus defensores postulam. Entretanto, este tipo de tratamento continua sendo bastante procurado por pacientes, com o argumento de ser natural e menos nocivo do que o tratamento alopático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é a homeopatia? Ela é uma &lt;a href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/1634_2002.htm"&gt;especialização da medicina&lt;/a&gt;, e baseia-se em princípios diferentes dos postulados pela medicina tradicional. Um destes princípios é que o semelhante cura o semelhante, ou seja, quando algum tipo de preparado homeopático é capaz de produzir os mesmos sintomas que uma doença, este preparado seria eficaz no tratamento desta patologia. O outro princípio central da homeopatia diz respeito à maneira como os preparados são feitos: quanto mais se diluir uma substância, através das chamadas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homeopatia"&gt;dinamizações&lt;/a&gt;, mais efeito surtiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, diversas (ou pode-se supor que qualquer) substâncias poderiam ser consideradas para um preparado homeopático. Na farmacopéia homeopática brasileira, encontra-se uma listagem destas substâncias como possíveis tratamentos de patologia, como por exemplo ácido sulfúrico, cobre metálico, escarro, fezes, pêlos, pus ou raspado de pele ou de unhas (somente para ficar com alguns). A lista pode ser conferida &lt;a href="http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=5687&amp;amp;word=farmacop%c3%a9ia%20homeop%c3%a1tica%20brasileira"&gt;aqui&lt;/a&gt;, caso o leitor deseje mais informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um outro dado interessante sobre a vida de Hahnemann que é pouco divulgado. Além de aplicar os preparados homeopáticos em si mesmo e em sua família, ele havia contraído &lt;a href="http://www.veterinariosnodiva.com.br/books/homeopatia-patologias-caes-gatos.pdf"&gt;malária&lt;/a&gt;, também conhecida como febre palustre. As auto-aplicações de Hahnemann foram utilizadas, e ainda o são, como parâmetro para o tratamento de diversas doenças. Mas se ele próprio se aplicava as medicações que produzia, e dizia que elas produziam os sintomas das doenças que supostamente tratavam, temos que refletir se as febres que ele sentia (e febre é sintoma de uma quantidade substancial de patologias) eram realmente devidas à malária ou ao uso de seus preparados. Portanto, é mais provável que os sintomas que ele tinha fossem devidos à malária, que é uma doença provocada por um protozoário e que tem em sua sintomatologia períodos febris e não-febris que podem durar horas ou dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse isso, existe o problema das ultradiluições. Uma diluição consiste, por exemplo, em pingar uma gota de uma substância qualquer em um veículo, que pode ser água ou álcool, e "dinamizada", ou seja, batida várias vezes para que este veículo adquira as "propriedades dinâmicas" do composto. Mas isso é somente a primeira diluição. Em seguida, pega-se uma gota desta primeira diluição e coloca-se em outro recipiente, com o mesmo volume, e repete-se o processo. Várias vezes: 10, 20, 50, 100, 200, 500 vezes. Quanto maior o número de diluições, mais eficaz seria o preparado. Mesmo os homeopatas dizem que, após um certo número de diluições, não haveria mais presença da substância original da primeira diluição. O que resta é o conteúdo dinamizado, ou seja, uma espécie de "energia" que ficaria presente na solução, e que então teria os efeitos desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ultradiluição tem uma história interessante. Na época de Hahnemann, utilizavam-se compostos altamente tóxicos, como o arsênico. Como o objetivo do tratamento era curar o paciente, não matá-lo, havia um equilíbrio delicado entre medicar e envenenar. Se fosse encontrada uma forma de utilizar os efeitos terapêuticos da substância sem seus efeitos colaterais, ter-se-ia uma medicação que curaria o paciente. Portanto, as ultradiluições visariam tentar passar para a solução somente os efeitos terapêuticos, sem os efeitos tóxicos. O que não se pensou é que, ao eliminar a substância, também seriam eliminados os seus efeitos. James Randi &lt;a href="http://psicologiacognitiva2.blogspot.com/2010/02/james-randi-explica-homeopatia.html"&gt;neste vídeo&lt;/a&gt; dá mais detalhes sobre a forma de produção dos preparados homeopáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que as pessoas saibam do que se trata a homeopatia, porque isso pode ser uma questão importante de saúde. Este tipo de atendimento não possui os efeitos que diz ter, e mesmo pode levar a consequências desastrosas, como a &lt;span style="font-size:+0;"&gt;morte&lt;/span&gt; pelo atendimento inadequado. Recentemente uma menina &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u637928.shtml"&gt;morreu&lt;/a&gt; por ter sido tratada com homeopatia, o que levou à condenação dos pais por homicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense nisso quando o que está em jogo é a sua saúde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4682153455422378043?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4682153455422378043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4682153455422378043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4682153455422378043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/02/1023.html' title='10:23'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6547557955940597579</id><published>2009-12-08T19:44:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:25:54.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicometria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='testes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>A inteligência e a evolução</title><content type='html'>É impressionante ver como a inteligência é um tópico que motivou pesquisas na psicologia. Pode-se dizer que desde sempre a humanidade identificou diferentes potenciais para o processamento de informações e a resolução de problemas; contudo, foram nos séculos XIX e XX que o tópico ganhou velocidade, graças ao nascimento da psicologia como ciência e da criação e aplicação de métodos quantitativos na pesquisa. Apesar disso, a inteligência ainda é um tópico muito controverso, que suscita algumas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, cabe definir o que é inteligência, e aqui os problemas mais ásperos começam. É fácil montar um teste "de inteligência", aplicar e corrigir, mas é difícil argumentar que aquilo que os resultados mostram é de fato algo chamado inteligência. Qualquer pessoa tem condições, consultando a literatura psicológica, de constatar que não existe uma definição sequer consensual. Uns definem como a capacidade de resolver problemas matemáticos; outros, problemas linguísticos, outros, para a utilização de ferramentas. Há pesquisadores que construíram hierarquias para estudar a inteligência, colocando alguns fatores como prioridade sobre outros. Desta forma, com esta profusão de modelos, fica difícil pensar em uma teoria geral da inteligência, mesmo porque "geral" é um termo que também precisaria ser definido com mais clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o que os testes medem? Habilidades. Quando montamos um teste psicológico, ele serve como ferramenta para averiguar o desempenho que uma pessoa tem sobre um conjunto de problemas. Se o teste visa identificar quanto tempo uma pessoa demora para montar um quebra-cabeças, esse teste pode ser chamado de teste motor; se diz respeito a responder preenchendo lacunas com as palavras adequadas, pode ser de lógica ou de linguagem. Mas mesmo que um teste mensurasse um número incrível de habilidades, mesmo assim ele mensuraria a inteligência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é perda de tempo estudar a inteligência? Não. O que talvez seja necessário fazer é uma revisão de definições. Estamos tão acostumados com termos como inteligência e personalidade, que fazem parte do nosso dia a dia, que temos dificuldade em definir o que eles realmente são. Talvez sejam termos que expliquem muito pouca coisa, ou mais tragam confusão do que clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução fez surgir em nossa espécie uma capacidade para solução de problemas, o que para muitos pode ser definido como inteligência. Mas a evolução nunca teve como propósito a construção da inteligência; ela aconteceu através das pressões seletivas ocorridas. Foram estas pressões, ao longo da existência dos nossos antepassados humanos e não-humanos, que nos dotaram com um conjunto de habilidades neurológicas que permitiram resolver diversos problemas relacionados com a sobrevivência: busca de alimento, proteção e reprodução. Assim, se definimos inteligência como o conjunto de habilidades para resolver problemas e compreender o mundo, podemos concluir que, na verdade, inteligência é um termo bastante genérico, e seu poder explicativo é artificial. E quanto mais genérico for um termo, mais impotentes serão nossos esforços para tentar defini-lo e estudá-lo com clareza. Isso explicaria, em parte, porque a "inteligência" é ainda um tema tão controverso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6547557955940597579?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6547557955940597579' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6547557955940597579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6547557955940597579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/12/inteligencia-e-evolucao.html' title='A inteligência e a evolução'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-3474400359691007986</id><published>2009-11-01T11:19:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:25:21.636-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estatística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicometria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='testes'/><title type='text'>Limites dos testes psicológicos</title><content type='html'>Uma das principais áreas de investimento e estudos da psicologia é a da testagem psicológica. Existem no mundo centenas de milhares de testes, que avaliam várias características e habilidades, tais como memória, atenção, raciocínio lógico e aspectos afetivos. Entretanto, apesar de serem ferramentas importantes, os testes psicológicos não são instrumentos inquestionáveis, por várias razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, um teste está baseado em uma teoria. Se o objetivo é mensurar a capacidade para recordar informações, é necessário que exista uma teoria sobre como a memória funciona para depois podermos avaliar suas propriedades, e assim por diante para as demais funções mentais. Entretanto, a psicologia dispõe de inúmeras teorias sobre as funções mentais e o comportamento humano. Se cada uma destas teorias propuser a construção de testes para avaliar o comportamento, teremos no fim um número significativo de testes. O problema está em que, quando um teste é construído a partir de uma teoria, fica bastante difícil que um profissional orientado por outra teoria possa utilizar estes dados, pois a explicação sobre o que está sendo estudado é via de regra bastante diferente. Portanto, cada teoria psicológica pode ter reforçada sua posição como uma "ilha", relativamente isolada no oceano do estudo do comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão, agora intra-teórica, consiste no problema da interpretação do teste. Uma boa interpretação só terá sentido se for feita dentro da teoria onde o teste foi construído, como já mencionamos acima. Isso pode se constituir eventualmente numa fragilidade, pois são muito variáveis as possibilidades de interpretação, e é quase regra que, dentro de uma mesma teoria, haja muitas vertentes e modelos (a psicanálise é o caso clássico). Portanto, mesmo que um teste seja construído por um referencial teórico, as variações intra-teoria devem ser consideradas na interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada teste possui uma metodologia de construção. Os testes projetivos visam avaliar características subjetivas dos avaliados, tais como dinâmicas intrapsíquicas e mecanismos de defesa. Os testes psicométricos possuem uma estruturação diferenciada, orientada pelas ferramentas estatísticas. Para estes, existe um rigor estatístico que precisa ser observado. Por exemplo, um teste psicométrico está baseado nas respostas de um número significativamente grande de pessoas, pois isso aumenta o seu poder de avaliação. Precisa ser válido também: um teste de atenção deve realmente mensurar a atenção, e não outra coisa, senão não será útil (e aqui uma boa teoria faz toda a diferença). Deve ser fidedigno, ou seja, precisa ser estável, capaz de continuar mensurando uma característica por um tempo considerável, e ser preciso, que se reflete na capacidade de dar um "valor" adequado àquilo que está sendo medido. Desta forma, quando o teste for aplicado numa pessoa, suas respostas serão comparadas com as outras que já foram emitidas a ele e servem como referência. Para regulamentar e fiscalizar a qualidade dos testes, o Conselho Federal de Psicologia desenvolveu o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (&lt;a href="http://www2.pol.org.br/satepsi/sistema/admin.cfm?lista1=sim"&gt;SATEPSI&lt;/a&gt;), que avaliou vários testes disponíveis no Brasil e possui uma listagem daqueles que são considerados favoráveis para aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que um teste seja bem construído e baseado numa teoria consistente, de nada adiantará se a pessoa que o aplicar não tiver o treinamento adequado. Um teste não pode ser aplicado de qualquer forma em qualquer situação: o desempenho de uma pessoa avaliada por um teste de atenção será certamente prejudicada se as situações ambientais não forem favoráveis (por exemplo, se houver muitos ruídos na sala, movimentação de pessoas, etc.). Assim, um bom treinamento do avaliador é fundamental para a qualidade da realização da testagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, um teste somente não é capaz de avaliar vários aspectos de uma pessoa. Não tem sentido nenhum aplicar somente um teste numa pessoa e ter a pretensão de que isso diga "tudo" sobre ela. Os testes existem para avaliar habilidades e características específicas, pois um teste de atenção nada dirá sobre a vida afetiva de uma pessoa ou suas habilidades interpessoais. Fazer este tipo de interpolação é totalmente inadequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar destas observações, os testes psicológicos se constituem numa ferramenta fundamental para o trabalho do psicólogo. Como instrumentos construídas pelo homem, possuem limitações. Mas desde que estas limitações sejam conhecidas e controladas pelos profissionais, eles continuarão sendo bastante eficazes e capazes de traduzir características e motivações do comportamento humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-3474400359691007986?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=3474400359691007986' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3474400359691007986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3474400359691007986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/11/limites-dos-testes-psicologicos.html' title='Limites dos testes psicológicos'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6901929696234815094</id><published>2009-09-27T08:50:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:22:03.116-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O mundo de Maya</title><content type='html'>O pensamento oriental ensina que o mundo é Maya, ou seja, é uma ilusão. Esse ensinamento pode parecer um contra-senso para nós, afinal vemos pessoas, prédios, carros, nos relacionamos e trabalhamos. Isso é uma ilusão? Não existe? Existe sim. Dizer que o mundo é uma ilusão não é dizer que nada existe, mas é afirmar que as coisas podem ser diferentes do que o que estamos vendo e sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto uma pessoa tem depressão, por exemplo, não é ilusão o sentimento de tristeza que ela tem, nem a falta de energia para fazer as coisas. Ela também não é uma pessoa preguiçosa ou vagabunda, como os familiares ou ela mesma pode vir a acreditar que é. Se ela se apresenta nesse estado, é porque um conjunto de acontecimentos prévios favoreceu esta situação. Como dissemos já em outros artigos, os fatores genéticos possuem influência sobre os transtornos mentais, tanto quanto os aspectos relacionais. É nesse ponto, nas relações que estabelecemos, que as ilusões passam a existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas em psicologia cognitivo-comportamental têm apontado que a pessoa que está com depressão percebe-se de forma negativa, percebe o mundo como hostil ou ameaçador e visualiza seu futuro com pouca ou nenhuma esperança. Isso significa que ela vê a si mesma, o mundo e o futuro de forma triste, sem perspectivas de mudança, porque sua tristeza acaba por prejudicar seu raciocínio. Então, mesmo que alguém tenha dinheiro, um bom emprego e relações afetivas satisfatórias, não vai conseguir se sentir bem porque não vai enxergar as coisas favoravelmente, e isso vai gerar mais tristeza, criando um círculo vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicação tem papel muito importante para restabelecer os neurotransmissores, que é uma das etapas do tratamento da depressão. Mas um tratamento somente com medicação não é suficiente, na maioria dos casos, para restabelecer a saúde mental. Nesse ponto é que entra o combate à Maya. Ao conversarmos com alguém com depressão, poderemos observar que ela vai mencionar que as relações que estabeleceu com pessoas importantes no passado nem sempre foram tranqüilas, e é bem possível que, de uma forma inconsciente, ela aprendeu que com ela as coisas não vão dar certo. É bastante comum ver que pessoas com depressão tiveram muitas cobranças emocionais de pessoas importantes, como os pais, e aprenderam que devem fazer tudo "certinho" para agradar essas pessoas. Como não temos o hábito de analisar nossos comportamentos e o comportamento de nossos pais em profundidade, geralmente é só quando se faz psicoterapia que se pode identificar que essas cobranças estão atrapalhando muito a vida do paciente. Muitas pessoas talvez não gostem da psicoterapia porque ela confronta nossas crenças e derruba ilusões: ilusão de que nossos pais foram bons para nós, a ilusão de que nosso emprego era tudo o que queríamos, e a ilusão de que o casamento que temos é o melhor ou o pior do mundo. Isso não significa que os pais, os companheiros e os chefes são os culpados pelo que acontece de ruim em nossas vidas: significa aceitar que eles são humanos, como nós, e acertam e erram, como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é um processo doloroso derrubar as ilusões, reconstruir uma nova possibilidade de vida é trabalhoso. Mas nossas vidas são feitas de escolhas. Podemos escolher continuar sofrendo e não fazer nenhum tratamento. Podemos escolher só tomar a medicação. Podemos escolher continuar no emprego que nos dá um bom salário mas nos tira a noite de sono e a paz. Pasmem, podemos escolher ficar no casamento que temos, mesmo que ele seja horrível. Podemos escolher reclamar sem fazer nada, ou então aceitar passivamente sem reclamar nossas dores e sofrimento. Mas se optamos por desconstruir nossas ilusões, assumimos riscos: o risco de ter felicidade, o risco de ter liberdade, e o risco de comandar nossa própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este artigo foi publicado num jornal local em 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6901929696234815094?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6901929696234815094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6901929696234815094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6901929696234815094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/09/o-mundo-de-maya.html' title='O mundo de Maya'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5019970551536788366</id><published>2009-07-03T17:20:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:26:07.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O segredo de uma vida feliz</title><content type='html'>Essa é uma das questões que sempre nos acompanhou ao longo da trajetória humana. Podemos dizer que nosso comportamento possui como um de seus motivadores centrais a busca pelo bem-estar e a alegria, ditos de uma maneira mais simples, da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quais são as coisas que nos deixam felizes? Talvez o estudo longitudinal mais longo realizado na história da ciência - superior a 70 anos -, elaborado pela Harvard Study of Adult Development da Harvard Medical School, coletou dados diversos de 200 estudantes homens. Os dados investigavam uma lista ampla de características, tais como saúde emocional e física, e as comparavam com suas carreiras, casamentos, hobbies e nível de satisfação com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi encontrado que a prática de exercícios físicos está correlacionada positivamente com uma boa saúde mental na terceira idade, e que a prática religiosa, ou proximidade com uma religião, não está associada com saúde física, mental ou bem-estar social. Certamente que diversas variáveis controláveis são preditoras de uma vida feliz, enquanto que outras nem tanto (como os fatores biológicos relacionados à longevidade dos ancestrais), mas um dado pode ser apontado como um dos principais fatores da felicidade: Bons relacionamentos. Os relacionamentos satisfatórios com outros significativos, como pais, cônjuges e filhos desde a infância são os preditores mais importantes da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo pode ser lido &lt;a href="http://ow.ly/g47s"&gt;aqui&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5019970551536788366?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5019970551536788366' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5019970551536788366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5019970551536788366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/07/o-segredo-de-uma-vida-feliz.html' title='O segredo de uma vida feliz'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-3333787575822573209</id><published>2009-06-27T18:06:00.007-03:00</published><updated>2011-01-01T10:20:35.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicossomática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>O Cérebro e a Mente (II)</title><content type='html'>Seguindo o raciocínio do último post, onde se discutiu o problema da dicotomia mente-corpo, a &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1065409-7823-OS+PROBLEMAS+DAS+DORES+EMOCIONAIS,00.html"&gt;entrevista&lt;/a&gt; com o médico fisiatra John Sarno faz uma importante relação entre o fenômeno da dor e suas causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pacientes na clínica médica reclamam de dores que não são bem explicadas por nenhuma patologia orgânica definida. Isso gera por um lado uma busca gigantesca por novos diagnósticos, ao mesmo tempo em que pode gerar um preconceito contra o relato dos pacientes que não "colaboram" com o tratamento. Contudo, geralmente se esquece as relações entre mente e corpo, que por serem invisíveis na clínica médica não são levadas tão a sério como causa da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os achados de Sarno apontam que as vivências emocionais traumáticas de etapas anteriores da vida podem efetuar registros no sistema nervoso central, a ponto de baixar o limiar de dor. A recuperação e a vivência destas experiências podem levar a um alívio dos sintomas e a um resgate da qualidade de vida do paciente. Para finalizar: a psicanálise já cantou esta pedra há cerca de 100 anos, não sendo novidade na área psicológica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-3333787575822573209?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=3333787575822573209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3333787575822573209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3333787575822573209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/06/o-cerebro-e-mente-ii.html' title='O Cérebro e a Mente (II)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5836312016875896577</id><published>2009-05-25T08:45:00.006-03:00</published><updated>2011-01-04T19:56:20.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O Cérebro e a Mente</title><content type='html'>Por mais que os profissionais lutem contra o pensamento cartesiano no estudo do comportamento, é curioso observar como o entendimento da relação entre mente e cérebro ainda está permeada por esta divisão. É muito comum que escutemos em congressos, seminários, leiamos em livros e artigos frases como "É essencial considerar o ser humano como um todo integrado" ou "Não há como separar o comportamento de sua base biológica". Se as pessoas dizem isso com tanta frequência, deve ser porque os profissionais ainda devem ser convencidos que essa divisão não deve acontecer. Isso porque ela acontece na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos em que isso pode ser observado é na descrição usual da relação entre a mente e o corpo. Por óbvio que são coisas distintas, mas inter-relacionadas. Se perguntarmos a um profissional da saúde mental qual a relação entre as duas, dirão, como exposto acima, que não há como dividir, etc. Mas aprofundando o questionamento, os psicólogos parecem pender a balança para algo do tipo "os aspectos emocionais/cognitivos influenciam mais o comportamento" enquanto que o campo médico/biológico enfatiza a "estrutura e funcionamento" do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse jogo de forças conceitual pode ser facilmente resolvido com o entendimento da teoria da evolução das espécies. A evolução preconiza que as modificações do organismo de uma espécie ocorreram para que ela tenha melhores condições de sobrevivência, e, principalmente, de reprodução. O cérebro e o comportamento de nossa espécie também estão sujeitos a estes mesmos princípios: se hoje pensamos e sentimos da forma como fazemos, isto é produto das forças que delinearam e modelaram o cérebro. E o ambiente social é uma poderosa força modeladora: cérebro e mente co-evoluem a partir das influências ambientais, entenda-se, influências da sociedade, que é o ambiente humano natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto melhor este tema for debatido nos cursos de formação, mais condições teremos de realmente superar a ponte que separa essa dicotomia cartesiana. Mas isso somente poderá ocorrer se os professores também conhecerem a teoria da seleção natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5836312016875896577?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5836312016875896577' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5836312016875896577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5836312016875896577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/05/o-cerebro-e-mente.html' title='O Cérebro e a Mente'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-8045647422678566675</id><published>2009-03-29T08:17:00.004-03:00</published><updated>2011-01-04T19:56:30.098-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Os dois cérebros</title><content type='html'>É impressionante o relato da neurocientista norte-americana Jill Bolte Taylor sobre a experiência de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Ela acordou um dia e percebeu que estava tendo um derrame, e esta experiência proporcionou-lhe uma visão bem distinta sobre o funcionamento do cérebro e a relação entre os hemisférios esquerdo e direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma sucinta, o hemisfério esquerdo processa as informações relacionadas com os componentes racionais-cognitivos, enquanto que o hemisfério direito realiza a integração de outros estímulos, não-racionais. A integração entre estas duas partes permite que nós nos relacionemos com o mundo como fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a experiência vivida por Taylor mostra como seria se nossa parte esquerda, racional, fosse "desligada" momentaneamente. O aspecto racional da análise das coisas seria fortemente suprimido, e o lado "sentimental" tomaria predominância na forma como percebemos e nos relacionamos o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que a descrição da experiência se aproxima de uma experiência mística; são relatados sentimentos de perda do "eu" e uma sensação de unidade com o Universo. Portanto, é interessante questionar se a predominância do funcionamento do hemisfério direito poderia favorecer as experiências religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo da experiência de Taylor pode ser visto &lt;a href="http://psicologiacognitiva2.blogspot.com/2009/03/experiencia-de-quase-morte-meu-derrame.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-8045647422678566675?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=8045647422678566675' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8045647422678566675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8045647422678566675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/03/os-dois-cerebros.html' title='Os dois cérebros'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6036944285737178983</id><published>2009-03-01T22:15:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:22:22.964-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criacionismo'/><title type='text'>A simplicidade do criacionismo</title><content type='html'>É interessante observar como o pensamento científico parece, talvez na maior parte das vezes, ir na contramão do raciocínio humano. Um exemplo disso é o fato de que é a Terra que gira em torno do Sol, e não o contrário. Bem, nossos sentidos nos dizem que é o Sol que gira em torno da Terra, afinal, estamos "parados", e fica difícil de imaginar que o que ocorre na verdade seja o contrário. Isso foi uma verdade por muito tempo, e foi a duras penas que o geocentrismo caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo evolutivo dotou nosso cérebro com habilidades paradoxais: ao mesmo tempo que somos curiosos, parecemos preferir as respostas mais simples, mesmo que sejam imprecisas, porque isso gera menos ansiedade. Quando alguém está passando por algum problema, geralmente pensa: "O que fiz de errado para estar sofrendo assim?", e como tentativa de responder a essa questão, lança mão de uma resposta única: "Estou mal porque fiz isso", ou "É por culpa de Fulano". Uma resposta, mesmo que não tão precisa, reduz a ansiedade que certamente surge quando temos que lidar com várias alternativas, e corremos o risco de escolher a solução errada. E ansiedade excessiva reduz as chances de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criacionismo faz isso. Com a intenção de querer explicar a complexidade da vida e do universo, acaba "jogando" para a suposta existência de um ser superior a explicação, simples, de que este ser criou tudo. Esse mecanismo gera tranquilidade, mas no fim não explica muita coisa. Além disso, tem o inconveniente de "misturar" aspectos científicos com a dimensão moral. Em vez de clarear a discussão, este tipo de vínculo, realizado desta forma, torna o problema mais espinhoso, porque toca na nossa necessidade primata de amparo (vide &lt;a href="http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/12/necessidade-da-f.html"&gt;A necessidade da fé&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6036944285737178983?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6036944285737178983' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6036944285737178983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6036944285737178983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/03/simplicidade-do-criacionismo.html' title='A simplicidade do criacionismo'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5552755600488919984</id><published>2009-01-16T18:02:00.005-02:00</published><updated>2011-01-01T10:22:43.029-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='epistemologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O que é a ciência, afinal?</title><content type='html'>*Este artigo foi publicado no jornal O Rodinho, da IMED. Aqui reproduzo na íntegra o texto, que pode ser conferido também &lt;a href="http://www.imed.edu.br/cultura/jornaldeideias/"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, é com muita alegria que aceitei o convite d'O Rodinho para escrever uma coluna. E como não poderia deixar de ser, vou escrever sobre um tema que acho bem importante e ao mesmo tempo pouco conhecido: o que é a ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título desse artigo foi tomado emprestado de um livro escrito por Alan Chalmers, pela editora Brasiliense. Neste livro, o autor tenta responder a esta tão importante pergunta de uma forma clara e divertida, afinal a ciência não é uma coisa "chata", só para os iniciados; ao menos, não precisa ser desta forma. E essa é uma das primeiras visões que a gente tem da ciência, que ela é algo obscuro, cheia de fórmulas complicadas e incompreensíveis. É claro que a ciência tem uma linguagem própria, porque se ela busca compreender o mundo de uma forma mais clara e precisa, deve desenvolver mecanismos que possam atingir estes objetivos. Então não são todas as pessoas que compreendem a ciência, pois muitos não tem interesse em conhecer esta linguagem ou então, o que é pior, tiveram uma péssima primeira impressão da ciência, e querem estar longe dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi recentemente um artigo onde eu comparava a curiosidade da criança à do cientista. Os dois têm isso em comum, mas é claro que a curiosidade do cientista é mais refinada, porque para que ele possa responder as perguntas propostas, as questões não podem ser feitas de qualquer maneira. Também o cientista utiliza-se de um método específico para a ciência, que é chamado de método científico. Além de ser uma disciplina que ensina o aluno a "como fazer trabalhos acadêmicos", a metodologia científica se propõe a organizar as possibilidades de produção do conhecimento, para que aquilo que é investigado possa ser mais claro para os colegas cientistas. Mesmo porque o conhecimento científico é diferente do conhecimento da vida real (o senso comum), do conhecimento filosófico e do conhecimento religioso. A ciência busca ser clara em suas respostas, como dissemos, pois é essa clareza que permite que ela possa ser um conhecimento mais preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta precisão, as ciências utilizam via de regra a linguagem matemática, e aqui está uma coisa que faz com que os estudiosos das ciências humanas se arrepiem. Geralmente os pesquisadores das ciências humanas não gostam da linguagem matemática por várias razões: ora porque entendem que a matemática não pode explicar tudo, ora porque não tiveram treinamento para compreender o que significa uma informação matemática, ora porque não gostam mesmo de matemática. Muitas vezes essa crítica vira repulsa, que pode ser uma repulsa injustificada. Pode-se criar "pré-conceitos" contra a matematização das ciências sem uma base coerente para discutir esse comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das críticas a isso é que a linguagem matemática seria "infalível e precisa". Não é isso o que acontece. Uma das ferramentas mais utilizadas nas pesquisas em ciências humanas é a estatística, e ela não lida com a precisão, lida com probabilidades. Ou seja, ela não diz: "As pessoas que perderam alguém importante fatalmente terão depressão", mas sim "É mais provável que alguém que tenha perdido alguém importante tenha depressão". Qual a diferença? toda. Pois no primeiro caso se está assinando uma sentença, enquanto que no segundo a informação dá uma condição de alta probabilidade, mas não de certeza. Portanto, atenção quando você ler uma pesquisa: ela não é definitiva. Pois se a pesquisa fosse definitiva, não haveria avanço no conhecimento científico (é por isso que a ciência vai se aprimorando, porque ela revê seus conceitos e conhecimentos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos ter o primeiro contato mais sólido com a ciência no ensino médio, mas também não é isso o que vemos como regra. Questionando as várias turmas com as quais dou aula, sempre tenho o costume de perguntar: "Vocês tiveram aulas em laboratório de química, física e biologia no ensino médio?" Cerca de 85 a 90 por cento dizem que não tiveram; e os poucos felizardos que tiveram, me dizem que foram uma ou duas vezes nos três anos, e ficaram assistindo, ou seja, não realizaram um experimento do início ao fim. Então, pergunto: como desejar que a ciência brasileira se destaque no mundo? Temos, sem dúvida, ótimos cientistas, mas estes são verdadeiros heróis, pois tudo foi contra sua vocação. Então, acaba que o primeiro contato com a ciência ocorre no ensino superior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho muito importante que os alunos do ensino superior discutam e, principalmente, conheçam a ciência. É possível que este seja o último momento onde terão a possibilidade de discutir esse tema, pois depois que se formarem (exceção aos que quiserem a carreira acadêmica), provavelmente não terão mais esta oportunidade. Então, sejam críticos, perguntem aos seus professores qual é a base dos seus conhecimentos, e como este conhecimento foi produzido, pois tão importante quanto uma boa bagagem de conhecimentos técnicos, é fundamental ter um espírito crítico. E isso a ciência tem de sobra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5552755600488919984?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5552755600488919984' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5552755600488919984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5552755600488919984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/01/o-que-cincia-afinal.html' title='O que é a ciência, afinal?'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6387907943877034087</id><published>2009-01-09T19:21:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:22:57.386-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Camaleônidas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/SWfATQ8jKlI/AAAAAAAAAXk/I8vsE1RMwzQ/s1600-h/camaleao_copy.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 296px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289407724568914514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/SWfATQ8jKlI/AAAAAAAAAXk/I8vsE1RMwzQ/s320/camaleao_copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Ser, agradecemos por este período bom. Somos criados à tua imagem e semelhança, embora pequenos e camaleões, porque és benevolente. Que teus olhos independentes olhem sempre por nós. Que possamos nos aproximar da tua infinita e perfeita capacidade de se adaptar ao ambiente, mesmo sem compreender exatamente como isso ocorre. Que todos os camaleões possam agir como se tivessem nascido da mesma ninhada, e que sejam cada vez mais camaleônicos e sensíveis, e tenha misericórdia daqueles seres que não nasceram com a perfeita capacidade de mudar de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecemos que, embora pequenos, nos fizeste melhores que os outros seres porque podemos mudar de cor, e por isso utilizamos esta capacidade para lhe amar sempre mais e mais, e é por isso que tu nos ama. Foi tua infinita bondade que nos deu o mimetismo, que nos coloca acima das outras criaturas, porque este é o supremo dom da criação, e que possamos usá-lo para mostrar aos outros camaleões que tu criaste o universo e tudo o que nele há somente para que possamos nos adaptar a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6387907943877034087?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6387907943877034087' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6387907943877034087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6387907943877034087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2009/01/camalenidas.html' title='Camaleônidas'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/SWfATQ8jKlI/AAAAAAAAAXk/I8vsE1RMwzQ/s72-c/camaleao_copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1443870022433657966</id><published>2008-12-01T22:16:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:26:56.150-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A necessidade da fé</title><content type='html'>Alguns estudos em psicologia evolucionista têm apontado que a fé em algo transcendente foi um elemento que ajudou a gerar vantagens evolutivas e, por conseqüência, refinar a complexidade da cultura humana. E isso tem razão de ser se considerarmos as necessidades básicas dos seres humanos, sendo uma delas a necessidade de amparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biologicamente, os seres humanos possuem uma fragilidade constitucional desde a infância, de forma que necessitam receber investimentos de várias espécies: tempo, energia, alimento e afeto. Ou seja, nossa espécie depende primordialmente de outros que possuem habilidades que os membros imaturos não têm. Receber o amparo de um adulto que possui um "poder" dá tranqüilidade e reduz os efeitos do estresse sobre o organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os adultos também possuem uma cota de desamparo, vinda de situações que não são previstas, como mudanças climáticas, doenças e o ataque de outros grupos humanos. Mas quem os iria socorrer? Já são adultos, sendo teoricamente poderosos. Neste momento, os mecanismos de desamparo são ativados, e surge um terreno fértil para o aparecimento dos seres superiores, mais poderosos que os adultos. Se as crianças buscam no adulto o amparo que falta, estes buscam em forças não visíveis os meios para superar as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agregar na cultura nascente um agente sobrenatural poderoso dá força à comunidade. Mais força ainda tem o agrupamento que se auto-perceber como "escolhido" por essa força superior para ir adiante, sendo seus filhos prediletos em detrimento dos demais seres. Mas este desamparo constitucional, mesmo que baseado em necessidades não racionais, deve continuar sendo preenchido pela crença em algo invisível? Ou poderia a humanidade buscar bases mais racionais e objetivas para preencher esta lacuna?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1443870022433657966?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1443870022433657966' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1443870022433657966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1443870022433657966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/12/necessidade-da-f.html' title='A necessidade da fé'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-3267196543210677631</id><published>2008-09-19T21:12:00.003-03:00</published><updated>2011-01-01T10:27:11.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='epistemologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física'/><title type='text'>A ponte frágil</title><content type='html'>A física é considerada por grande parte dos cientistas como a ciência magna. Seus postulados são considerados como a pedra fundamental do conhecimento do mundo, e várias ciências importam esses saberes para compreender melhor seus objetos específicos de estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as ciências humanas, ocorre situação semelhante. Pode-se observar que muitos conceitos da física são transpostos para o estudo do comportamento, da sociedade, da economia, mas é relevante nos questionarmos sobre como é feita esta transposição. Entendemos haver certa inconsistência neste movimento, pois há alguns problemas que nem sempre são adequadamente considerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles é a carência de conhecimento dos postulados da física por cientistas humanos. Via de regra, o cientista humano é especialista em determinada área do saber, sendo conhecedor desta com maior ou menor profundidade (e não podia ser de outra forma). Entretanto, como especialista nas ciências humanas, é importante considerar se possui os conhecimentos básicos de física que são necessários para realizar a transposição das idéias deste campo para o campo humano. Se ponderarmos que muito do conhecimento científico do cientista humano está vinculado ao conhecimento obtido no ensino médio ou de leituras de segunda mão da física, esse problema assume relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, a diferença do objeto investigado exige que a transposição de conhecimentos seja realizada com prudência. Se na física quântica o objeto investigado é a partícula, nas ciências humanas não é. Portanto, pode-se pensar que o raciocínio pode ser forçado ao se querer aplicar as mesmas explicações que servem bem para um fóton para outro contexto e objeto, que é o comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, os comportamentos humanos são efetuados por pessoas que são compostas de matéria, mas que não estão diretamente sujeitas aos fenômenos da física quântica. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boltzmann"&gt;Ludwig Boltzmann&lt;/a&gt; (1844-1906) já asseverou em seus estudos de termodinâmica que a matéria se comporta de acordo com a estatística: as propriedades que vemos (extensão, volume, etc.) dependem da grande quantidade de moléculas que estão unidas e se comportam em conjunto. Não se pode considerar que a física do nosso dia-a-dia seja a mesma que a física quântica, porque não é; mas isso não significa que ela é melhor. Só é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, muitos cientistas humanos parecem afirmar que a física quântica se aplicaria melhor do que a física clássica para explicar o comportamento. A física clássica é determinista e impessoal, enquanto que a quântica afirma que o observador interfere no fenômeno. Sim, isto ocorre. Mas podemos utilizar um princípio de semelhança como explicação? é legítimo afirmar que só porque um fenômeno ocorre no muito pequeno assim como ocorre no grande que tudo o mais também passa a valer? Só porque duas coisas são parecidas não quer dizer que estejam relacionadas ou que sejam explicadas pelo mesmo princípio. Além disso, a física, mesmo a quântica, não abre mão da tentativa de prever o comportamento das partículas, ou seja, ela possui um caráter de previsão, ao contrário do que os cientistas humanos gostam de afirmar (não é possível prever o comportamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por óbvio que os conhecimentos produzidos nas demais ciências podem servir como inspiração para a pesquisa em outras áreas. Só não se pode assumir levianamente o que não se conhece, pois desta forma não se estará fazendo ciência de forma séria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-3267196543210677631?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=3267196543210677631' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3267196543210677631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3267196543210677631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/09/ponte-frgil.html' title='A ponte frágil'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-3582663369792606497</id><published>2008-09-12T20:24:00.004-03:00</published><updated>2011-01-01T10:23:15.838-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Newton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O mundo newtoniano</title><content type='html'>&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton"&gt;Issac Newton&lt;/a&gt; (1643-1727) foi, certamente, um dos maiores cientistas de todos os tempos. Imerso numa época onde o pensamento aristotélico dominava a cena do conhecimento, propôs com sua genialidade uma visão revolucionária de mundo. Graças a ele se materializou na ciência o dito "Assim na Terra como no Céu", porque antes disso havia uma separação entre o mundo terreno, pecaminoso e imperfeito, e a esfera celeste supralunar, perfeita e divina, a morada das estrelas. Essa unificação permitiu uma visão harmoniosa do universo e alavancou o nascimento da ciência moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, graças ao progresso científico e à colocação de novas questões originadas pela eletricidade e pela termodinâmica, no século XX o cenário científico modificou-se substancialmente. Uma nova física fez-se necessária para preencher lacunas deixadas pelos conhecimentos produzidos por Newton; paradoxalmente, esses conhecimentos exigiram ferramentas novas, mas trouxe a necessidade de uma revisão profunda no sistema de mundo newtoniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os postulados da nova física fogem ao senso comum, propondo coisas como a impossibilidade de ver a matéria dissociada da energia: estes são dois estados que dizem respeito ao mesmo fenômeno. Descobertas como essa estimularam os pesquisadores das ciências humanas a importar estes princípios para a psicologia e a sociologia, por exemplo. Conceitos como entropia e complexidade hoje permeiam o discurso de vários pensadores, mas pode-se questionar se estes conceitos são adequadamente compreendidos e aplicados, pois mesmo na física há dificuldade para entendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode agregar como conhecimento nas ciências humanas conceitos como a dualidade e a complexidade? Tem-se a impressão que os cientistas humanos preferiram superar a linguagem e os termos newtonianos para abraçar fortemente os novos conceitos da física, como que dizendo que os antigos conceitos foram totalmente ultrapassados, e termos como "complexidade" explicam melhor os fenômenos humanos do que os antigos termos da física. Mas cuidado: mesmo os físicos dizem que, para fenômenos ordinários e de baixa velocidade, a física newtoniana funciona, afinal, continuamos caindo mesmo que questionemos o que é a gravidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-3582663369792606497?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=3582663369792606497' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3582663369792606497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3582663369792606497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/09/o-mundo-newtoniano.html' title='O mundo newtoniano'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7439272820625704173</id><published>2008-08-07T22:12:00.004-03:00</published><updated>2011-01-01T10:28:10.161-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicopatologia'/><title type='text'>A seleção do comportamento (III)</title><content type='html'>Todos os seres humanos possuem um repertório comportamental que é constituído como misto das experiências vivenciadas sobre uma base biológica. Um ponto crucial para o entendimento do comportamento humano é a compreensão de como a experiência é inscrita na biologia; essa é uma das chaves para os comportamentos normais e patológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando acuradamente o comportamento, podemos observar que a infância é uma das mais importantes etapas no estabelecimento da estrutura de comportamento de uma pessoa. Isso ocorre porque o sistema nervoso está susceptível para o recebimento de registros, especialmente emocionais, que balizarão o comportamento futuro, em direção à patologia ou à funcionalidade. Portanto, as relações da infância, especialmente as familiares, são fundamentais na consolidação destes registros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esses registros não são efetuados de forma intencional. Os mecanismos evolutivos parecem ter favorecido a reprodução inconsciente dos registros emocionais, posteriormente passíveis de serem modificados de forma consciente. Isso proporciona uma economia: se há um mecanismo padronizado (instintual) de registro de emoções relevantes, os processos de memória ao mesmo tempo são poupados, e posteriormente também orientam o sistema comportamental em direção ao que o sistema social e a família já selecionaram como relevante para a sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida adulta é orientada de forma não-consciente por estes registros, efetuados em regiões mais primitivas do cérebro. Isso explica em parte porque é difícil entendermos o nosso próprio comportamento, e é mais fácil compreender o comportamento alheio. Essa "cegueira" comportamental é, também, um efeito colateral destes registros inconscientes, visto que o acesso aos eventos mais precoces é restrito, mas com certeza nos influenciarão para o resto da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7439272820625704173?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7439272820625704173' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7439272820625704173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7439272820625704173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/08/seleo-do-comportamento-iii.html' title='A seleção do comportamento (III)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-8555403027937165523</id><published>2008-06-28T11:45:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:28:23.731-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A seleção do comportamento (II)</title><content type='html'>Para analisar o comportamento de uma espécie como a nossa é necessário considerar um grande número de variáveis, porque a variabilidade de nossos atos é bastante grande. Entretanto, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Lewin"&gt;Kurt Lewin&lt;/a&gt; (1890-1947) propôs uma equação que sintetiza essa complexidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;C=f(P, MA)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;onde C é o comportamento (seja normal ou patológico), P diz respeito aos aspectos individuais de cada um (constituição biológica, temperamento, genética) e MA é o meio ambiente, físico (clima, espaço) quanto emocional/social (família, comunidade, amigos, etc.). Portanto, o comportamento é &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;função&lt;/span&gt;, um resultado da interação entre os aspectos ambientais e individuais, e por isso ele é tão amplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa equação, contudo, não reduz a psicologia a algo inquestionável nem preciso, mas aponta que a complexidade de nosso comportamento deve considerar os elementos individuais e os elementos ambientais em sua geração, perpetuação e modificação. O senso comum das pessoas tende a resumir o comportamento humano a uma ou duas causas, no máximo, e de forma irrefletida, como por exemplo quando se diz que alguém tem crises nervosas por causa da separação, ou que alguém tem depressão porque perdeu o emprego ou porque não tem vontade de trabalhar e "se ajudar". Analisar as situações de forma tão simplista e superficial pode dar respostas rápidas, mas estas respostas nem sempre terão a precisão necessária para analisar o comportamento em suas nuances principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o comportamento é um produto da interação entre os aspectos pessoais e o meio ambiente, como entender que há "seleção" de comportamentos? Se isto existe, como se processa? Não somos senhores absolutos de nossos comportamentos, e não podemos fazer tudo o que gostaríamos de fazer, senão teríamos o caos social. Nosso comportamento é selecionado a partir do ambiente que vivemos &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;pelo ambiente e pelo organismo&lt;/span&gt;: podemos compreendê-lo como um conjunto básico de atos (comer, dormir, etc.) que gradativamente vai se tornando mais complexo pela interação de nossa base cerebral, que vai amadurecendo, com o ambiente onde estamos inseridos. Isso explica por que uma família que tem comportamentos como diálogo e respeito tende a reproduzir estes comportamentos em seus filhos. Há seleção de comportamentos, mas ela é feita, muitas vezes, de forma involuntária, e passa a ser registrada no aparato neuronal das pessoas que compartilham esse mesmo sistema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-8555403027937165523?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=8555403027937165523' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8555403027937165523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/8555403027937165523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/06/seleo-do-comportamento-ii.html' title='A seleção do comportamento (II)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4752771849165944056</id><published>2008-05-14T20:40:00.003-03:00</published><updated>2011-01-01T10:26:35.778-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filogênese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A seleção do comportamento</title><content type='html'>Tem-se como corolário na biologia que a ontogênese reproduz a filogênese. Em outras palavras, as estruturas biológicas vão surgindo no processo embrionário de forma a reproduzir, em linhas gerais, o caminho evolutivo de determinada espécie. Desta forma, é impossível diferenciar nas semanas iniciais um feto humano de um feto de peixe, mas posteriormente as características das espécies vão surgindo e definindo o novo ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento também passou por um processo evolutivo, sendo também um produto darwiniano. Nossa espécie tem um comportamento complexo, e essa complexidade certamente ocorre porque gerou uma vantagem evolutiva. Ter um cérebro capaz de processar informações de forma abstrata pode ter sido um elemento crucial que proporcionou a geração de um novo nicho ecológico para nossa espécie, e conseqüentemente uma vantagem considerável perante os predadores, fornecendo mecanismos mais eficazes que pudessem garantir a sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia do desenvolvimento ocupa-se de estudar como o comportamento humano ocorre na ontogênese, no desenvolvimento de cada novo ser. Seria, neste ponto, interessante considerar se o desenvolvimento do psiquismo humano, de alguma forma, pode reproduzir a filogênese dos nossos comportamentos como espécie. Não se quer com isso reduzir o comportamento humano exclusivamente a um processo biológico de amadurecimento do cérebro, mas sim considerar a possibilidade de ver na psicologia do desenvolvimento uma ferramenta potencial para descobrir os passos utilizados pela evolução das espécies para a seleção do comportamento humano. Se for este o caso, a observação do desenvolvimento mental da criança e a comparação deste com espécies de primatas próximos pode ser uma chave para compreender o nascimento da mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4752771849165944056?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4752771849165944056' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4752771849165944056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4752771849165944056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/05/seleo-do-comportamento.html' title='A seleção do comportamento'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5343927528153509983</id><published>2008-04-13T08:27:00.004-03:00</published><updated>2011-01-01T10:28:37.397-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neurologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O cérebro reptiliano</title><content type='html'>Uma das estruturas mais interessantes originadas pelo processo de seleção natural é o cérebro humano. Ao mesmo tempo capaz de realizações que transcendem a biologia, como a criação da cultura, ele é enigmático porque possui uma dimensão primitiva, irracional, que influencia em grande medida nosso comportamento. Mas por que há esse primitivismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a teoria da evolução, as estruturas que concedem vantagens evolutivas para uma espécie tendem a se reproduzir. Lentamente uma espécie vai passando por modificações, até que, após milhares de anos, pode haver o surgimento de uma nova espécie. Contudo, as espécies que descendem acabam herdando as estruturas dos antepassados, pois elas passaram pelo "teste" da seleção natural. Uma característica ou órgão desaparecem se diminuem as chances de sobrevivência; se não desaparecerem, a espécie é que pode acabar sendo extinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ambiente, várias podem ser as soluções estratégicas para a sobrevivência das espécies, e cada uma destas estratégias leva em conta a herança e as modificações provocadas pelo ambiente. Por exemplo, se num determinado ecossistema houver o aumento do número de predadores, haverá uma modificação no número de presas; quando estas escassearem, os predadores que tiverem mais facilidade para se adaptar ao novo contexto de presas escassas terão mais chances de sobrevivência, e as espécies menos flexíveis terão suas populações diminuídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento da complexidade da natureza, o processo de seleção natural acaba constituindo caminhos interessantes como alternativas de sobrevivência. A cooperação parece ser uma destas vias. As espécies que cooperam utilizam formas coletivas de proteção e aviso, e isto faz com que a coletividade passe a se assumir como um tipo de "superorganismo", capaz de realizar funções que individualmente não seriam possíveis. Um exemplo deste tipo de organização são as abelhas; outro exemplo, os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da nossa espécie, contudo, a composição é bastante interessante: ao mesmo tempo que somos capazes de cooperar, temos uma "herança" reptiliana de comportamentos predatórios. Por óbvio que este comportamento teve vantagens evolutivas, pois de outra forma não poderiam estar presentes em nossa espécie, e é essa combinação faz com que nosso comportamento tenha tantas variações. Ao mesmo tempo que somos capazes de construir comunidades, como espécie somos incapazes de deixar de lado comportamentos altamente destrutivos como o preconceito e as guerras. Se a evolução manteve um repertório de comportamentos predatórios, também favoreceu o surgimento de outras estruturas que permitiram o aparecimento do pensamento, da racionalidade e da linguagem. O mosaico está formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irracionalidade de nossos comportamentos remonta às estruturas mais primitivas de funcionamento cerebral, enquanto que o pensamento e a linguagem remontam às estruturas mais recentes: isso explica por que os bebês choram antes de aprender a falar. Durante o processo de desenvolvimento do organismo, gradativamente o lado primitivo de nosso comportamento passa ao controle, ao menos parcial, dos aspectos racionais, e esse movimento permite a conquista da socialização, da mesma forma que estruturas sociais são condicionadas por elementos irracionais. Mas nunca abandonamos a forma de agir "reptiliana", e isso aparece quando o tom emocional de alguma situação exige mais do nosso aparato racional do que ele pode dar. Nesta hora, o réptil que há em nós desperta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5343927528153509983?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5343927528153509983' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5343927528153509983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5343927528153509983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/04/o-crebro-reptiliano.html' title='O cérebro reptiliano'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-226753613394160723</id><published>2008-03-30T00:23:00.005-03:00</published><updated>2011-01-01T10:23:30.218-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O recuo de Deus</title><content type='html'>Ao analisarmos a história das ciências, observamos que gradativamente o pensamento racional avançou no campo de conhecimentos menos precisos, o que permitiu uma modificação e um controle cada vez maior dos processos da Natureza e de como a compreendemos. Este movimento foi observado inicialmente no pensamento mitológico e depois se instaurou no campo religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ciência e religião entram, costumeiramente, em conflito? Porque ambas propõem explicações e métodos diferentes sobre como o mundo funciona. A ciência visa compreender e modificar o mundo a partir de evidências obtidas por experimentos, ou seja, o mundo precisa ser "testado" para que se veja como ele funciona. Na religião, esse critério é dispensável: não é obrigatório que a pessoa teste o mundo para explicá-lo, mas é fundamental a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;crença&lt;/span&gt; na ação de um agente superior. Portanto, o conhecimento é diferente porque o método de obtenção deste conhecimento é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito começa quando a ciência busca testar temas que são considerados sagrados, como é atualmente o caso das células-tronco e da pesquisa genética com seres humanos. Esses assuntos encarnam as modernas discussões teológicas que antes tinham lugar na astronomia. Talvez hoje nem nos assombremos pelo fato de ter sido demonstrado que a Terra gira em torno do Sol, mesmo que nossos sentidos digam o contrário, mas nos séculos XVI e XVII esse pensamento causava um desconforto tão grande na forma como o mundo era percebido que os cientistas foram muito atacados. O tempo mostrou que a ciência venceu, porque ela testou a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses movimentos da investigação científica, a idéia de Deus recua cada vez mais, e quanto mais a ciência caminha, parece haver cada vez menos espaço para este recuo. Se antes podia-se pensar que ele estava nos céus, hoje as explicações sobre Deus são diferentes, e se diz que sua presença se manifesta na física quântica, ou que ele é uma "energia" que permeia todas as coisas. Até onde esse recuo irá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, algumas questões precisam ser colocadas aqui. Quando se discute ciência e religião, religiosos podem combater a ciência como se ela fosse uma forma concorrente de crença, um tipo "diferente" de religião. Esse argumento não tem validade, porque o método que a ciência usa é a melhor garantia que se tem que o conhecimento obtido pelo experimento não vai se tornar um dogma. Podemos não acreditar na eletricidade, mas isso não vai impedir que ela continue existindo, independente de nossa crença. O grande trunfo da ciência é que ela se auto-atualiza, e faz isso baseando-se em evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, é fundamental separar duas características da religião: uma é a tentativa de explicar a existência das coisas, e a outra é o consolo que ela dá para o desamparo humano. Quanto se fala de ciência, é bastante clara a separação entre estas duas partes: as ciências duras explicam como as coisas funcionam, e a psicologia, como ciência soft, busca compreender de onde vem nosso sentimento de desamparo. Mas na religião, essa separação não é nítida. Ao mesmo tempo, ela responde a várias perguntas fundamentais: quem somos, porque existimos e qual é o sentido de nossa existência. Portanto, uma das coisas que torna a religião poderosa é que ela serve a múltiplos propósitos, coisa que a ciência não faz; as respostas que ela dá podem ser interligadas e, ao mesmo tempo, satisfazer muitas de nossas necessidades, não só a de conhecimento, mas a de sentido de existência e de afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, é interessante observar que a religião muitas vezes deseja uma legitimação da ciência. Por que isso ocorre? Porque a ciência tem um tipo de conhecimento que a religião não possui, que é a possibilidade - e o fato - de manipular o mundo de uma forma mais precisa. Talvez isso mova muitos religiosos em direção ao pensamento científico, assim como muitos cientistas buscam uma aproximação com a religião visando respostas que a ciência não tem conseguido dar ou que julgam insatisfatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologicamente, a idéia de Deus tem muita influência, e talvez a última fronteira deste recuo seja a mente humana. De certa forma, podemos dizer que ela volta, ao fazer isso, de onde saiu. É possível que, em vista das necessidades humanas, ela encontre um abrigo seguro aí para sempre. Mesmo que haja pessoas que não acreditem na existência divina com base no que se sabe de ciência, grande parcela da população ainda necessitará da idéia de Deus lhe trazendo consolo e orientando seu comportamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-226753613394160723?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=226753613394160723' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/226753613394160723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/226753613394160723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/03/o-recuo-de-deus.html' title='O recuo de Deus'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4956291930101464116</id><published>2008-01-25T20:20:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:23:44.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>A formação científica no ensino superior</title><content type='html'>O patrimônio cultural de um povo pode ser estimado pelo nível de educação. Mas tão ou mais importante que o nível de educação formal é o que realmente se aprendeu, pois é isso que permite o domínio de um determinado conhecimento, que realmente faz a diferença. Isso significa que, muito mais do que a escolaridade ou ter um diploma superior, é aquilo que uma pessoa realmente consegue fazer, o seu grau de domínio prático da área, que vai mostrar se ela é ou não competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse mister o pensamento científico é uma grande ferramenta. Os progressos tecnológicos da humanidade somente ocorreram porque pessoas corajosas desafiaram e desafiam idéias pré-concebidas, oferecendo uma visão mais precisa sobre como o mundo funciona. Mas para se ter uma visão diferente das coisas, é necessário pensar, e aí começa um problema. Como professor, tenho trabalhado há um certo tempo com turmas em diferentes níveis do ensino superior, e observo, infelizmente, que a maioria dos alunos possui carências severas de conhecimento científico. Poucos são os que gostam, entendem e estudam ciência, mesmo que não digam respeito diretamente ao seu curso superior. Isso limita grandemente os recursos intelectuais e a capacidade de inovação em uma área do conhecimento, pois a tendência é que se restrinjam as leituras numa área do conhecimento, fazendo com que as demais sejam mesmo desprezadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, cabe muitas vezes ao professor do ensino superior resgatar, ou criar, no aluno um sentimento de curiosidade sobre o conhecimento. Além do conhecimento técnico necessário a qualquer profissão, é fundamental que o aluno saiba pensar as dificuldades e os desafios que serão impostos pelo contexto do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um desafio pedagógico gigantesco para o professor, pois esta tarefa será bem executada se, além do conhecimento em profundidade em sua área, ele tiver também disponibilidade e conhecimento em áreas próximas. Essa relação de áreas de conhecimento se constitui no elemento mínimo indispensável para um ensino multidisciplinar, que é um dos elementos que vai diferenciar um profissional competente de um profissional mediano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4956291930101464116?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4956291930101464116' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4956291930101464116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4956291930101464116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2008/01/formao-cientfica-no-ensino-superior.html' title='A formação científica no ensino superior'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-6413119853674096503</id><published>2007-11-30T18:13:00.001-02:00</published><updated>2010-08-25T15:32:05.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O ambiente</title><content type='html'>&lt;span class="rss:item"&gt;O fisiologista Claude Bernard cunhou no século XIX a expressão &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;millieu intérieur&lt;/span&gt; para se referir ao líquido extracelular. A função deste líquido é manter as condições ideais para a vida das células, que só pode ocorrer a partir da manutenção da troca de substâncias. O metabolismo celular precisa constantemente ingerir oxigênio e nutrientes e expelir os dejetos metabólicos, como o gás carbônico e demais produtos, e enquanto o líquido extracelular se mantiver em condições ótimas, a célula pode se manter viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo psicológico, pode-se utilizar o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;millieu intérieur&lt;/span&gt; como metáfora da regulação do comportamento. As pessoas estão constantemente se relacionando com o ambiente que as cerca, trocando principalmente informações. As informações são agentes que modificam o comportamento, podendo tanto dar indicativos de que tudo está indo bem quanto gerar sinais de alerta. Um bom exemplo disso são as relações familiares: por mais que se acredite, em parte erroneamente, que somos os "donos" de nossos comportamentos, pode nos afetar muito palavras duras vindas de nossos familiares como "Eu te odeio" ou "Você é um mentiroso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso comum tende a considerar que as pessoas são senhoras da sua vontade, e que todos deveriam ter controle sobre seus atos. Sabemos que isso não acontece. Um dos fatores diz respeito aos elementos biológicos, pois existem pessoas mais propensas a comportamentos impulsivos e outras nem tanto. O outro fator é o ambiente, que é interpretado através dos mecanismos de aprendizagem. Muitas vezes aprendemos tão bem as coisas que acabamos por repeti-las sem nos darmos conta de que estamos fazendo; isto é o que faz uma pessoa responder: "Não sei porque continuo brigando com meus pais, mas eles continuam me irritando". Mas a aprendizagem é realizada a partir de interações com o ambiente: aprendemos conforme nos dizem o que é certo e errado fazer, e repetimos isso em nossas vidas. Isso significa que nosso &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;millieu intérieur&lt;/span&gt; psicológico determina, em muito, aquilo que somos e o que fazemos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-6413119853674096503?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=6413119853674096503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6413119853674096503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/6413119853674096503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/11/o-ambiente.html' title='O ambiente'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-1824941025637399840</id><published>2007-11-16T14:05:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T10:28:51.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Dancem macacos, dancem</title><content type='html'>Por mais que se deseje acreditar que o ser humano é superior, nossa natureza não é diferente da dos demais seres vivos. Embora as pessoas se acostumem a pensar que são melhores, que a nossa espécie foi criada à imagem e semelhança de um ser superior, os cientistas têm dito que as coisas não acontecem bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito de nosso comportamento "civilizado" está relacionado com o comportamento animal. Seguindo a teoria da evolução, podemos compreender que a mente também passou pelo processo evolutivo assim como todos os órgãos, e pôde se tornar mais complexa em simetria com o aumento do volume encefálico. Contudo, há estruturas cerebrais primitivas relacionadas intimamente com comportamentos reflexos e processos emocionais que nem sempre são compreendidas em termos racionais, mas que de fato influenciam nosso comportamento de forma decisiva. Talvez essa influência seja aquilo que Sigmund Freud chamou de "inconsciente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio para os estudiosos do comportamento que a dimensão emocional e a cognição estão intimamente relacionados. Isso significa que, quando temos um pensamento que gera uma imagem de uma situação triste, via de regra um sentimento de tristeza, em maior ou menor grau, é despertado, da mesma forma que, quando nos sentimos tristes, tendemos a recordar mais dos maus momentos que vivemos do que dos momentos felizes. Portanto, dizer que o pensamento é racional e puro, no sentido de que é desprovido de uma "carga" emocional, é sustentar uma quimera. Mas esta "obviedade" passa desapercebidamente pela maioria das pessoas, e continuamos a dividir nossos atos em "racionais" e "irracionais" como se fossem algo qualitativamente diferentes. Mas não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostamos de acreditar que somos superiores porque fomos à Lua... porque construímos armas atômicas... porque conseguimos um grande nível de manipulação biológica... mas pensamos em nossos colegas de espécie que morrem de fome? que morrem de frio e que são discriminados por suas crenças ou comportamentos? Pensando assim, talvez não sejamos mais do que macacos dançarinos, e só nos reste continuar dançando (recomendo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE"&gt;Dancem, macacos, dancem&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL182740-5603,00.html"&gt;Eu, primata&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-1824941025637399840?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=1824941025637399840' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1824941025637399840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/1824941025637399840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/11/dancem-macacos-dancem.html' title='Dancem macacos, dancem'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7658349741331476335</id><published>2007-11-01T20:05:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T20:02:48.537-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>As bruxas e a mente</title><content type='html'>Pêlos de aranha são úteis para a adivinhação do futuro, desde que combinados com os elementos certos; senão, nada aparece ao vidente, ou pior, pode revelar aspectos sombrios da criação. Da mesma forma, é possível que os astros, localizados a trilhões de quilômetros, também influenciem o comportamento. Irreal? talvez a diferença entre essas duas proposições seja que menos pessoas acreditam na primeira, sobre os pêlos da aranha, do que sobre a influência dos astros, também conhecida por astrologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e outras crenças por muito tempo guiaram as pessoas como referência de comportamento. Ainda hoje há quem acredite que os astros influenciam o destino das vidas humanas. Mas como os astros poderiam influenciar o comportamento das pessoas? Pela gravidade, ora. Mas Carl Sagan, na série Cosmos, mencionou que o médico que faz o parto de uma criança exerce muito mais força gravitacional sobre ela no momento do nascimento do que, por exemplo, Plutão (que não é mais considerado planeta, mesmo que os astrólogos continuem considerando-no com a mesma importância de antes): isso porque a distância é um dos parâmetros para a mensuração da força gravitacional. Portanto, este médico teria mais condições de determinar o futuro da criança do que a influência de um planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, muitas idéias sobre a mente e comportamento estão mudando. Cada vez mais se conhecem as relações entre a mente e o cérebro, identificando setores responsáveis, por exemplo, por sentimentos de raiva, autocontrole e a consciência. Assim, lentamente velhas crenças sobre o comportamento são substituídas por uma visão científica. A ciência nunca vai explicar tudo, mas um conhecimento mais preciso sobre o comportamento humano sempre é mais satisfatório que um conhecimento mais amplo e impreciso. Mas um dia as bruxas deixarão de rondar a psicologia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7658349741331476335?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7658349741331476335' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7658349741331476335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7658349741331476335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/11/as-bruxas-e-mente.html' title='As bruxas e a mente'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7780546459426792773</id><published>2007-10-18T16:10:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T19:57:22.085-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>O software mental</title><content type='html'>Muitas vezes a mente humana foi comparada a um computador. Guardando as devidas proporções, ela é de fato um órgão computacional, responsável pelo gerenciamento das informações produzidas pelo corpo e por ela própria. Entretanto, por mais complexa que a mente seja, é um produto da evolução do cérebro, seu órgão-sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma diferente de um programa de computador, mente e cérebro foram se auto-organizando com o processo da evolução da espécie humana. Ao longo das eras, percebe-se uma organização cada vez mais complexa, desde os organismos do reino monera até os animais, passando pelos reinos protista, fungi e vegetal. Quanto mais complexo o organismo se torna, buscando nichos diferentes de subsistência, maior é a necessidade de uma estrutura que receba adequadamente as informações exoceptivas e proprioceptivas e processe-as com agilidade e precisão. Podemos dizer que no organismo humano a mente não necessariamente é tão precisa assim nos processos perceptivos, mas de longe possui uma habilidade que nenhum outro organismo possui: a flexibilidade para o processamento da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mecanismos mentais como os sentimentos, os processos lógicos de raciocínio e tomada de decisões são resultados do processo evolutivo da espécie humana que, de alguma forma, proporcionaram pequenas vantagens evolutivas, e em vista disso permaneceram. Desta forma, estrutura (cerebral) e função (mental) foram modelados pelas contingências da sobrevivência e se adaptaram mutuamente. Podemos então dizer que, se o cérebro é uma espécie de "computador", é de um tipo muito especial, pois hardware e software foram se constituindo simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia, neste sentido, pode ser vista como engenharia reversa, buscando identificar, a partir das funções desempenhadas pela mente, a finalidade que esta função desempenhou ao longo do processo de evolução da espécie humana e que favoreceu a luta pela sobrevivência. Esse conhecimento é de utilidade fundamental para a psicologia clínica, visto que é pela compreensão da estrutura de funções como auto-estima, apego, egoísmo e altruísmo que se poderá compreender o estabelecimento de transtornos mentais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7780546459426792773?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7780546459426792773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7780546459426792773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7780546459426792773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/10/o-software-mental.html' title='O software mental'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4837849588558038106</id><published>2007-09-20T18:13:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T19:58:23.024-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='behaviorismo'/><title type='text'>A psicologia "de dentro" e "de fora"</title><content type='html'>A psicanálise nasceu dos esforços de Freud para compreender um transtorno chamado de histeria. Abandonando a hipnose, precisou criar outro método de tratamento e investigação que a substituísse de forma satisfatória. Formulou o princípio da associação livre, e como desdobramento deste, o da transferência. Analisou os sonhos dos pacientes, coisas que antes eram consideradas uma espécie de "lixo" psíquico, e criou uma nova disciplina, que chamou de psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia acadêmica tinha outros propósitos. Preocupada em analisar o comportamento humano pelos métodos das ciências naturais (observação e experimentação controlados), amadureceu como ciência graças às contribuições de Skinner no século XX. O behaviorismo influenciou, e influencia ainda, a educação, e propõe  que são os elementos ambientais aqueles que modificam o comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud e Skinner: dois gigantes. Um enfatizando a dimensão pessoal, intrapsíquica, e o outro, o ambiente. Cada um de um lado de um precipício. Seus seguidores, mais talvez do que eles próprios, se ocuparam mais em garantir que esse fosso continuasse como estava. Seria possível, ou desejável, encurtar essa distância? A quem seria bom que isso acontecesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços na neurociência e o nascimento da psicologia cognitiva podem criar as pontes necessárias para aproximar estas bordas. Embora muito ainda reste por ser feito, alguns esforços incipientes estão mostrando que a divisão exterior-interior é arbitrária, conceitual, e pode tanto ser mantida como pode ser eliminada. Não é suficiente uma teoria que seja "exclusivamente" clínica, nem "exclusivamente" teórica. Enquanto se pensar assim, sem a construção de pontes, os maiores prejudicados são aqueles que deveriam ser os beneficiados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4837849588558038106?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4837849588558038106' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4837849588558038106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4837849588558038106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/09/psicologia-de-dentro-e-de-fora.html' title='A psicologia &quot;de dentro&quot; e &quot;de fora&quot;'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4676345585402140856</id><published>2007-09-07T11:49:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T19:58:42.691-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='behaviorismo'/><title type='text'>O organismo vazio</title><content type='html'>O behaviorismo radical de B. F. Skinner é chamado também de "abordagem do organismo vazio". Isso acontece porque nesta teoria sobre o comportamento humano são ignorados elementos referentes à "mente": se os elementos mentais não podem ser observados, eles não podem conseqüentemente ser objeto de análise científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se claro que este posicionamento é alvo de críticas de outras perspectivas, por exemplo o cognitivismo, que postula que a mediação dos processos de pensamento é fundamental na regulação do comportamento. Não seria possível, nesta crítica, que todo o comportamento fosse regulado exclusivamente pelos elementos ambientais através dos sistemas de contingências (reforços) porque processos como a memória, o pensamento e a linguagem modelam e oferecem soluções para as diversas situações pelas quais passamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente os processos mentais, definidos como a capacidade de processar de forma diferenciada informações provindas do exterior e do interior do organismo, são agentes reguladores centrais do comportamento. Mas queremos nos deter no seguinte aspecto: o que seria uma abordagem "cheia" do organismo? o que seria este cheio em contraposição ao suposto "vazio" skinneriano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em vazio pensa-se em cavidade. Não é o caso do cérebro, a não ser que estejamos nos referindo aos ventrículos... falar num organismo vazio como propõem os críticos significa falar que há uma ausência, no caso, uma ausência de ser pensante. Mas pensar num organismo "cheio" implica em se perguntar: cheio de quê? Talvez implicitamente a isso esteja uma imagem de uma pessoa "morando" dentro do corpo ou do cérebro, "vestindo" a roupa da pele, ocupando um "espaço" e realizando as funções do pensamento, memória, etc. Seria cheio porque haveria um morador, alguém que dá uma identidade e uma consciência a cada organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que os processos mentais regulam e são regulados por mecanismos fisiológicos. Se somos constituídos de neurônios que dependem de um equilíbrio fisiológico para permanecerem vivos e processando informação, ainda resta a questão de saber o que é este ser pensante, e se ele existe, onde está. Tão problemático quanto considerar um "organismo vazio" é postular a existência de um "organismo cheio". Mesmo que seja mais confortável pensarmos que existe um "alguém" em nós, torna-se cientificamente e filosoficamente complicado explicar o que ou quem seria este alguém. Mas se somos o produto de processos cognitivos, se nossa consciência depende do funcionamento de estruturas cerebrais para existir, talvez Skinner não estivesse tão errado assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4676345585402140856?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4676345585402140856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4676345585402140856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4676345585402140856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/09/o-organismo-vazio.html' title='O organismo vazio'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-940673693820321315</id><published>2007-08-23T16:50:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T19:59:13.550-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>A não-ciência psicológica</title><content type='html'>A ciência é um dos principais mecanismos que temos para conhecer o mundo de uma forma segura, diferente das outras formas de conhecimento. Entretanto, os conhecimentos obtidos pela aplicação de uma racionalidade metódica muitas vezes contradizem os nossos desejos e expectativas, mostrando uma realidade às vezes muito dura. A história da medicina, por exemplo, tem mostrado que muitas crenças mantidas por séculos ou milênios foram derrubadas quando os dados exigiram novos mecanismos explicativos. Acreditava-se no século XVIII que miasmas eram responsáveis pelas infecções, mas depois da descoberta dos microorganismos essa teoria simplesmente foi ultrapassada. Mas não sem brigas: foi necessário que uma nova geração de biólogos viesse para aceitar essas idéias. Os fatos biológicos derrubaram as especulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso funciona muito bem para a biologia e para as ciências naturais de uma forma geral, mas nas ciências humanas, e no caso da psicologia especialmente, os fatos parecem ter uma importância relativa. Melhor dizendo: é possível estabelecer "fatos" a partir de teorias, e não o contrário. Se as teorias inicialmente serviram para explicar um determinado conjunto de fenômenos (como a teoria do complexo de inferioridade de Alfred Adler), depois acabam por formatar o pensamento, fazendo com que os estudiosos do comportamento humano se esforcem para buscar no paciente atendido algum vestígio da teoria. Ao invés de buscar dados que fundamentem a teoria, corre-se o risco de usar a teoria para achar dados no paciente. Isso porque os fatos psicológicos estão muito mais sujeitos à diferentes interpretações, por possuírem uma estrutura abstrata. É certo que a teoria, depois que os dados são compreendidos, possui um potencial de previsão nas ciências naturais, mas como separar, no caso das ciências humanas, previsão de dados e crença numa teoria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diversas teorias psicológicas, apesar de trazerem uma fertilidade interessante de idéias para a psicologia, acabam gerando confusão. A ausência de um pilar central, de uma teoria que possa responder de forma satisfatória explicações sobre o comportamento humano através de uma metodologia científica faz com que a psicologia não assuma um aspecto científico. E há mesmo quem diga que não é possível estudar o comportamento pela ciência... A psicologia assim não se configura uma ciência do comportamento, a não ser que estejamos falando do behaviorismo e da psicologia cognitiva, e sem ser ciência não é possível pensar em avanços sólidos em algum campo do conhecimento. Talvez o principal problema na transformação da psicologia numa ciência não seja que seus "dados" sejam abstratos, mas sim que a postura do estudioso do comportamento humano não seja uma postura, via de regra, científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem idéias que geram certa repulsa nos estudiosos do comportamento humano. Muitas vezes observamos um tom de incredulidade ou mesmo rejeição de idéias que em outros campos do conhecimento já são tidas como referência. Uma delas é a aceitação da mente como um produto evolutivo, proposição derivada diretamente da teoria da evolução de Darwin. Considerar a mente como um resultado da evolução, que é cega, acaba sendo um duro golpe em pessoas que preferem acreditar na "subjetividade" como se fosse uma entidade que existisse por si só, quase de forma independente do corpo. Não investigar os fundamentos da mente humana a partir de referências já consolidadas em outros campos da ciência, ou desprezar esses conhecimentos, fará com que a psicologia ainda permaneça num estágio pré-científico, e sem poder gozar de um status que a coloque como uma ciência válida e útil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-940673693820321315?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=940673693820321315' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/940673693820321315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/940673693820321315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/08/no-cincia-psicolgica.html' title='A não-ciência psicológica'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-3775291436153487861</id><published>2007-07-21T22:17:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T19:59:35.198-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O problema Darwin</title><content type='html'>Grande parte das pessoas  já ouviu falar da teoria da evolução de Charles Darwin. Sua contribuição para as ciências biológicas foi a formulação de uma teoria sobre o surgimento dos espécimes, concorrente com a de Jean Baptiste Lamarck. Enquanto Lamarck defendia que os seres vivos se modificavam pelo uso de seus membros e órgãos, e que esse funcionamento para mais ou menos passava de geração a geração, Darwin partiu de outra premissa: não é o uso dos órgãos que favorece ou não a modificação de uma espécie, mas a funcionalidade deste órgão ou característica, que permitiria duas coisas: maiores chances de sobrevivência e mais oportunidades para a reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, tudo bem. Se raciocinamos sobre a teoria de Darwin, que é a mais amplamente aceita na comunidade científica apesar de detalhes teóricos que ainda não foram resolvidos, podemos aceitar que ela oferece uma explicação coerente sobre o surgimento e o desenvolvimento da vida no planeta. Em suma, ela propõe que não existe uma meta final para a vida, mas sim que esta vai se construindo um pouco a esmo, ao sabor de acasos e acidentes, sempre visando a maior probabilidade de transmissão das características que tornam um organismo mais bem adaptado a um determinado meio. Até se pode aceitar esses mecanismos para os seres vivos, mas isso acaba trazendo problemas sérios quando falamos dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento e evolução da espécie humana ainda possui lacunas importantes. Entretanto considera-se na comunidade científica que a espécie humana é uma como as outras demais, e que também passou pelo processo de evolução. Assim sendo, é pacífico considerar que também fomos vítimas de acasos, acidentes e manipulações do meio para que hoje sejamos a espécie que somos. Isso traz problemas sérios para nossa auto-imagem, pois nos desenvolvemos acreditando que somos especiais porque fomos criados por um ser inteligente. Admitir os processos evolutivos como constituidores de nossa estrutura física pode ser até aceitável, mas é difícil considerar que mesmo nossas habilidades mentais, produto de nosso funcionamento cerebral, também é um produto da evolução, porque isso nos destitui de um lugar onde gostamos de achar que estamos, no topo da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está que nenhuma outra espécie conhecida possui um grau de auto-consciência nem capacidade de raciocínio como a nossa, mas isso não significa necessariamente que somos assim graças a uma intervenção supra-natural ou que houve algo como um "projeto" que constituiu nossa espécie como nos apresentamos hoje. Se já é difícil considerar que não somos conscientes de muito do que ocorre em nossa estrutura mental, é difícil também considerar que só somos o que somos graças a um conjunto fortuito de eventos não relacionados entre si. Mas pode haver um benefício em raciocinar assim: nos tornamos mais humildes perante o que somos para nós mesmos, e as diferenças entre nossa vida e a dos outros seres vivos acabam minimizando. Assim podemos nos tornar mais responsáveis, não por causa de um desígnio divino, mas por puro e simples reconhecimento de que não somos mais do que nenhum outro ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-3775291436153487861?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=3775291436153487861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3775291436153487861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/3775291436153487861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/07/o-problema-darwin.html' title='O problema Darwin'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-5412259210437662323</id><published>2007-07-15T19:57:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T19:59:57.625-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Corpo e mente (IV)</title><content type='html'>Li certa vez (não sei onde nem por quem foi escrito) que a cada três anos todos os átomos do nosso corpo são substituídos. Somos então totalmente diferentes do ponto de vista atômico, pois não possuo mais o mesmo conjunto de átomos. E se estendermos o raciocínio para mais além, no nível sub-atômico, podemos dizer que o problema é bem pior, pois se os átomos são compostos por sub-partículas que podem, ao bel-prazer da física quântica, aparecer ou desaparecer do nosso universo sem nos prestar conta (segundo algumas interpretações), aí sim a coisa complica ainda mais. Conclui-se que somos compostos de elementos que podem simplesmente desaparecer ou aparecer de um universo paralelo e que, além disso, nossos átomos mais cedo ou mais tarde nos abandonam em troca de outros. Mas que droga, por que não nos lembramos das viagens de nossas sub-partículas nos universos paralelos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se fôssemos partir para o mais recôndito da matéria poderíamos dizer que a cada três anos somos totalmente outra pessoa. Mas porque esse dado não condiz com nossa percepção? Temos um sentimento de identidade de que nós somos "nós", apesar de nossas experiências mudarem dia a dia. Lembramos que ontem almoçamos com nossos pais, fomos trabalhar e depois dormimos. Alguém sensato diria: OK, somos feitos de matéria e energia, mas nossa consciência, memória e demais funções dependem basicamente do funcionamento dos neurônios, e é por isso que mantemos nossa identidade. Sim, a não ser que voltemos atrás na argumentação e consideremos que a sede do pensamento é a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defender que coisas como "o pensamento interfere na organização da matéria" ou "pensamento é energia que influencia a energia" como fazem alguns pseudo-cientistas é um raciocínio falho que está baseado nesse tipo de equívoco. No anseio de encontrar "algo" que possa ser a sede do ser, ou do desejo infantil de querer modificar o mundo com nossos pensamentos acaba-se usando a física quântica, que praticamente ninguém conhece devidamente além dos próprios físicos quânticos, para levar a um nível desconhecido aquilo que realmente é um mistério. Em outras palavras, tenta-se explicar um mistério utilizando um conhecimento que só pode ser adequadamente avaliado se conhecemos matemática com um nível elevado de complexidade. Isso significa que pessoas que não acreditam nos métodos da ciência, ou ao menos não acreditam nos seus resultados, acabam usando os conhecimentos dos cientistas, que utilizam uma racionalidade extrema e uma linguagem matemática: usam como argumento aquilo que desejam combater. Isso prova que praticamente nada resiste a uma boa retórica, um conhecimento escasso sobre ciência e o desejo de provar que temos/somos algo além de nosso corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-5412259210437662323?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=5412259210437662323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5412259210437662323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/5412259210437662323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/07/corpo-e-mente-iv.html' title='Corpo e mente (IV)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-972308120845268275</id><published>2007-07-07T15:37:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T20:00:19.323-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Corpo e mente (III): Olá... tem alguém em casa?</title><content type='html'>A consciência é ainda um grande mistério, embora grandes avanços tenham sido feitos no seu estudo. Ela é um fenômeno abrangente, que permite tanto o reconhecimento sensorial do mundo quanto o reconhecimento de nós mesmos, de nossa identidade para nós e para os outros. Mas mesmo sendo abrangente, a consciência não é capaz de lidar com algumas informações (que acabam por ser, por definição, inconscientes), como por exemplo a secreção glandular, o fluxo sanguíneo e a lubrificação das articulações. Ou alguém tem consciência disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os níveis elementares da consciência já despertam nosso assombro, que é aquele bom e velho conceito de consciência como "estar ciente de", como por exemplo o som de uma música ou a visão de um belo carro. Como é possível que uma meia-dúzia de estímulos físicos sejam capazes de sensibilizar nossas terminações nervosas, que acabam traduzindo isso em impulsos que são levados ao cérebro? E como é possível que estímulos nervosos sejam "montados" e gerando uma imagem, com cores, texturas, bordas, sensação de distância num emaranhado de células?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior do problema não é isso, mas é a "outra" consciência, aquela que me diz que eu sou eu, que eu sou diferente de você, e que, quando acordo, sei que sou eu, o que fiz ontem e anteontem, que sou do sexo masculino e que sou psicólogo. Compreender como organizamos nossas informações sensoriais já é uma tarefa gigante; nos defrontar com a pergunta "quem somos nós" é maior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao nosso bom e velho senso comum para tentar responder o problema da consciência: ou estamos abordando uma questão complexa demais que pode ser resolvida de forma absurdamente simples, dizendo que é a "alma" que faz o serviço todo, ou então consideramos que estamos diante de um pseudo-problema. Se admitimos que algo chamado "alma" existe, OK, o problema está resolvido, e não pela ciência, mas pela religião. Mas se queremos resolver o problema cientificamente, precisamos de outras explicações que sejam poderosas o suficiente e que possam ser testadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo que talvez o problema da consciência seja um pseudo-problema porque ele está mal-formulado, e se for assim nenhuma resposta será satisfatória. Talvez a resposta não seja "quem" é a consciência, mas sim que a consciência é uma ilusão, e das melhores. Mas se for uma ilusão... quem somos nós? Não foi identificada uma região que pudesse ser chamada de "a sede da consciência", porque a consciência é composta pela coordenação de diversos processos mentais. Isso quer dizer que é possível modificar e danificar processos que compõem o conjunto chamado consciência, gerando quadros bizarros onde alguém é incapaz de reconhecer a si mesmo num espelho. Portanto, mais do que ser uma região específica do cérebro, ela é o produto do funcionamento simultâneo de diversos processos mentais. E se for assim... quem é você e onde está agora? tem alguém em casa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-972308120845268275?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=972308120845268275' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/972308120845268275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/972308120845268275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/07/corpo-e-mente-iii-ol-tem-algum-em-casa.html' title='Corpo e mente (III): Olá... tem alguém em casa?'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-9077030253844711018</id><published>2007-07-03T21:11:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T20:00:53.829-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Corpo e mente (II)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Existe uma história grega sobre uma personagem chamada Atlas. Ele seria o responsável por sustentar o orbe terrestre sobre seus ombros, e teve esse castigo imputado por Zeus porque tentou, com outros Titãs, dominar o Olimpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história, como muitas outras da mitologia, serviu por um bom tempo como explicação. Mas ao ler a história, fica a pergunta: se Atlas sustenta a Terra e os céus, onde está apoiado? Deveria haver algo que o sustentasse. Algumas versões dessa história dizem que ele estaria sobre o casco de uma tartaruga gigantesca. Contudo, isso só faz retroceder o problema a outro ponto, que é saber onde a tal tartaruga estaria apoiada. E assim sucessivamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad infinitum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma analogia dessa história é utilizada comumente na filosofia da mente. Há quem diga, no senso comum, que na mente existe um “ser” que é capaz de receber as informações dos sentidos, processar as informações, captar as imagens dos olhos, registrar os eventos na memória, em suma, uma espécie de “pessoazinha” que gerencia as informações. Bem, aqui cabe a pergunta: se existisse uma “pessoazinha” assim comandando nossa mente, quem comandaria o que essa “pessoazinha” pensa? Porque ela deveria ter uma mente para pensar, processar as informações; também deveria ter memória para acionar os “comandos” mentais para registrar a nossa memória, ter um aparato sensorial para identificar se uma informação é um estímulo sensorial ou pensamento, e assim por diante. Então, ela teria uma “pessoazinha” dentro da cabeça dela? E até onde isso retrocederia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro que essa explicação é insuficiente. Por mais que não saibamos bem o que faz com que tenhamos uma mente, temos que admitir que o aparato neural é a base da mente. A não ser, claro, que façamos uma opção – não tão diferente da explicação dada ao apoio de Atlas – de explicar o pensamento humano por outra entidade mítica, que é a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar a alma como sede da vontade, do pensamento e dos sentimentos é assumir um ônus que a ciência não tem como pagar. Por exemplo, supondo que a alma é a sede dos pensamentos, de que ela seria feita? Seria imaterial, diriam alguns; mas agora ainda persiste a pergunta feita anteriormente (Corpo e mente, de 29 de junho de 2007): se é imaterial, como ela influenciaria os neurônios? Neurônios são físicos, portanto necessitam de uma base física para que sejam influenciados. Isso gera mais transtornos do que explicações, e o pior de tudo é que estaríamos totalmente no terreno da metafísica, e não no campo da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, lançando mão de argumentos pseudo-científicos, diriam que a alma é energia, e a energia pode influenciar a matéria porque é uma outra face desta. Há uns 300 ou 400 anos se diria que a alma era uma quintessência (ou seja, uma essência não-material, pois o conceito de energia ainda não havia sido sistematizado) ou um éter (igualmente algo não-material e não-identificável, cuja existência foi refutada por experimentos no início do século XX). Hoje ainda há quem defenda a existência de um éter, mas não vou entrar nessa discussão: quero assinalar que dizer que a alma é feita de energia é usar de um mecanismo psíquico já explicado pela Gestalt: se duas coisas possuem alguma propriedade em comum, são percebidas como relacionadas (princípio da semelhança). Então, se a energia é algo invisível, e a alma é algo invisível, seria legítimo concluir que ambas possuem uma natureza em comum; daí a considerar que a alma é energia é um passo curto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-9077030253844711018?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=9077030253844711018' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/9077030253844711018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/9077030253844711018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/07/corpo-e-mente-ii.html' title='Corpo e mente (II)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-2041928368940740522</id><published>2007-06-29T16:55:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T20:01:09.508-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cognição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Corpo e mente</title><content type='html'>Quando olhamos o mundo no topo de uma montanha, temos a sensação de que a Terra é plana. Da mesma forma, no nosso dia a dia, no máximo percebemos ondulações como morros ou eventualmente montanhas, mas continuamos com a sensação de que o terreno onde pisamos deve ser plano. Mas se perguntarmos para qualquer pessoa qual é o formato do planeta, ela dirá que é redondo. Por que isso? Afinal, é uma contradição à nossa percepção considerar que o chão que está abaixo de nós é a superfície de uma esfera, que é o próprio planeta, mas mesmo assim sabemos que essa resposta é correta embora não seja o que vemos todos os nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos percebem o mundo e as pessoas de uma determinada forma, e nos tranqüiliza pensar que o que vemos é a “realidade”. Mas não nos damos conta de que o que sabemos sobre o mundo na verdade &lt;i style=""&gt;aprendemos&lt;/i&gt; de outras pessoas, em muitos casos. Por exemplo, quando somos crianças e perguntamos para nossos pais de onde viemos, nem sempre obtemos uma resposta satisfatória porque a pergunta é embaraçosa, na maioria das vezes. Mas mesmo não tendo a resposta certa para essa pergunta, acabamos aprendendo uma lição importante: falar sobre a origem da vida é um assunto proibido... e assim permanece por muito tempo. Acreditamos também que a linguagem que temos é fiel ao que observamos, e que as pessoas nos dizem exatamente o que estão pensando, e que entendemos exatamente o que estamos ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque, como nossa percepção, a linguagem nem sempre é clara, e pode ser perfeitamente distorcida como a crença de que vivemos num mundo plano. Outro exemplo desta ilusão é a separação entre corpo e mente. É praticamente unânime a percepção que temos de que o corpo é algo real, concreto, manipulável, e a mente é algo imaterial, invisível e impalpável, embora nossas percepções do dia-a-dia nos mostrem que é assim mesmo (afinal, alguém já viu um pensamento por aí?). Mas existe mente sem corpo? Se nos basearmos nos conhecimentos científicos, a resposta é negativa. Pode haver corpos que não tenham mente, mas não pode haver mentes sem corpos. Portanto, a mente depende do corpo para existir, e &lt;i style=""&gt;faz parte do corpo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neurologia tem demonstrado que lesões no cérebro provocam alterações no comportamento. Isso pode ser observado no caso de acidentes com dano cerebral, que podem produzir dificuldades de raciocínio ou aumento da irritabilidade, chegando mesmo a modificações duradouras na personalidade. Mas é interessante observar que, apesar dos conhecimentos científicos, nosso pensamento comum separa de forma marcante a mente e o corpo, como se fossem duas coisas pertencentes a mundos distantes. Se mente e corpo fossem mesmo diferentes, e se a mente fosse imaterial, como ela faria para influenciar o nosso corpo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-2041928368940740522?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=2041928368940740522' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2041928368940740522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/2041928368940740522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/06/corpo-e-mente.html' title='Corpo e mente'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-7820761751458065758</id><published>2007-06-28T20:29:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T20:01:55.876-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empreendedorismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planejamento'/><title type='text'>O pensamento empreendedor no ensino superior</title><content type='html'>*Este texto foge um pouco à proposta do blog (psicologia científica) pois refere-se a outro tema de reflexão: o papel do professor no ensino superior. Julguei interessante postar estes pensamentos aqui porque essas discussões devem ser colocadas, pois dizem respeito diretamente à qualidade dos profissionais que teremos no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar a educação superior de uma forma estratégica é um desafio e exige uma mudança de mentalidade. Tradicionalmente a universidade é considerada ainda por muitos setores, e também por ela mesma em grande medida, como uma agência elitista, dissociada das necessidades fundamentais da sociedade, e cientificista, ou seja, mais preocupada com o conhecimento em si do que propriamente a aplicação deste conhecimento na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cenário tem raízes históricas, visto que a universidade sempre foi direcionada para as elites; podemos dizer que ela também teve por objetivo a educação para a conquista e o domínio de uns sobre outros. Era desejável portanto que houvesse uma dissociação profunda entre os que dominam pelo saber e os que são explorados e dominados. Desta forma, a tendência da dinâmica universitária era a manutenção do &lt;i style=""&gt;status quo&lt;/i&gt; de uma instituição ao mesmo tempo ligada mas separada da sociedade, porque isto de certa forma mantinha o poder do conhecimento aos que já o possuem.Este cenário poderia ter-se mantido indefinidamente num nível confortável de estabilidade não fosse um fenômeno do capitalismo: a concorrência. O surgimento a partir dos anos 90 de novas ofertas de cursos de graduação, em diversas modalidades que não só a presencial, fez com que no Brasil muito mais pessoas tivessem a oportunidade para ingressar nas faculdades e ter uma profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente esse aumento de oferta não significou um aumento de qualidade. Muitas vezes o efeito observado foi o oposto: muitos cursos, pensando na sustentabilidade financeira, se preocupam com o oferecimento de um custo baixo de mensalidade para a captação dos alunos, mas, por isso mesmo, acabam por oferecer um panorama pessimista: empregam professores com menor titulação e conhecimento, sobrecarregam-nos com muitas aulas e escasseiam oportunidades de extensão e pesquisa. A extensão usualmente existe apenas como o oferecimento de atendimento às necessidades do público como estágio obrigatório. E no caso da pesquisa, quando existe – porque não é obrigatória para faculdades e centros de ensino – é extremamente fragmentada, baseada na curiosidade do pesquisador mais do que numa análise madura das necessidades sociais, de curto prazo em vista dos financiamentos governamentais ou institucionais, e cujos resultados principais visam fundamentalmente a confecção de relatórios, eventuais participações em congressos, exíguas publicações e raríssimas aplicações para a mudança social efetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, podemos resumir que o ensino superior está dissociado em larga medida das demandas sociais, que a oferta de serviços e produtos para a sociedade mediante ações de extensão ainda são escassas e a produção científica está mais distante ainda dos problemas da realidade. É paradoxal que agentes pensantes de uma sociedade parecem estar ainda insensíveis a este cenário, pois se já estivessem, certamente muito mais ações teriam sido realizadas no sentido de aproximar os construtores do ensino superior das necessidades das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há razões históricas para o panorama exposto acima, pensamos que também há fatores psicológicos importantes que o sustenta. A estrutura de uma instituição é, ao mesmo tempo, resultado daqueles que a fazem, tanto quanto ela (instituição) é capaz de modificar a forma de pensamento dos que nela ingressam. Uma instituição, como resultado de intenções e práticas humanas, é o produto dos objetivos desejados por um conjunto de pessoas que a constrói. Mas depois de construída, a instituição parece ser dotada de uma “vida própria”, ela é animizada: passa a gerar, naqueles que ingressam, uma série de comportamentos e representações, pois é necessário um processo de acomodação entre a estrutura e seus novos integrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saber como agir numa instituição? Duas podem ser as fontes para esta resposta: aquilo que fazem as pessoas que já estão lá, e a &lt;i style=""&gt;representação&lt;/i&gt; criada pela sociedade de como uma determinada classe de pessoas deve se comportar. Os pares são agentes importantes de controle do comportamento numa instituição, pois transmitem e perpetuam a “tradição” mais do que as regras explícitas de conduta; as regras não-verbais sobre o que pode e o que não pode ser feito numa instituição são tão mais poderosas quanto não são explicitadas no próprio sistema, e contribuem para a formação da representação social desta profissão. De outro lado, a representação criada pela sociedade para determinadas classes de profissões também é um agente poderoso sobre como as pessoas deveriam se comportar dentro e fora das instituições, realimentando as regras explícitas e implícitas de conduta efetuada pelos pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como instituição tradicional, o ensino superior gerou certo &lt;i style=""&gt;status&lt;/i&gt; para o professor. Visto como alguém “que sabe”, via de regra passa a ser uma espécie de ser dotado de uma aura de conhecimento que é relativamente intocável. Esta parece ser uma representação que permeia o imaginário social, e nos perguntamos até que ponto não permeia ainda a auto-imagem do profissional. Se esta representação estava perfeitamente adequada ao “catedrático”, está obsoleta em vista dos novos desafios do cenário acadêmico. Por exemplo, espera-se hoje de um professor de ensino superior que ele seja inteligente, com boa capacidade crítica para analisar situações, com conhecimentos satisfatórios para passar para os futuros colegas de profissão, em contínuo processo de revisão de seus conhecimentos, que seja capaz de construir em sala de aula uma relação minimamente satisfatória com os alunos e, principalmente, que tenha uma &lt;i style=""&gt;mentalidade empreendedora&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É senso comum para o professor o debate destes elementos, mas, em nossa opinião, há uma escassa reflexão sobre o último item. Partimos do pressuposto de que o professor ainda mantém resquícios do antigo “catedrático”. E mesmo que não se mantenham esses resquícios, mesmo que o profissional já se perceba livre dessa imagem fossilizada, ainda parece haver receio de se perceber como um &lt;i style=""&gt;empreendedor&lt;/i&gt; de sua própria carreira. Pensar nisso parece para muitos uma heresia. Talvez possamos identificar uma etapa de transição de paradigmas no sentido kuhniano: já não serve mais um “esquema” antigo, mas o novo ainda não é bem compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se quer dizer por mentalidade empreendedora e qual sua relação com o novo papel do professor do ensino superior? Entendemos que deve haver uma integração entre as intenções do professor e o planejamento de sua carreira e as da IES de forma que &lt;i style=""&gt;ambos&lt;/i&gt; os lados sejam favorecidos com os esforços mútuos. É parcial concluir que o professor trabalha muito e é parcamente reconhecido pela instituição, ou que a instituição “explora” o trabalho do professor. Pensar desta forma parece reduzir o problema a um sistema opressor-oprimido, o qual, em nossa visão, parece não ser um modelo satisfatório de análise da situação. Ter uma mentalidade empreendedora é poder perceber &lt;i style=""&gt;oportunidades de crescimento&lt;/i&gt;, pessoal e institucional. É reconhecer que a sociedade tem necessidades, e que as IES através de seus professores &lt;i style=""&gt;têm condições plenas de responder a elas&lt;/i&gt;. Portanto, acreditamos que mais do que pomo de discórdia, a nova visão de professor pode ser considerada por um prisma favorável: é a oportunidade de que a sociedade, as IES e o professor possuem de realmente fazer uma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tememos que o pensamento “acadêmico” no sentido pejorativo esteja muitas vezes embotando o raciocínio do professor. Muitas vezes críticos ao pensamento capitalista, ou simplesmente por desejar uma vida “tranqüila” (resquício do catedrático?), professores parecem pensar que “mentalidade empreendedora” significa aceder à concorrência selvagem entre as IES e a um sistema perverso; significa, em última análise, sucumbir. Mas outra leitura pode ser feita. O dinamismo dos desafios de hoje exige um novo pensar e um novo agir, principalmente um novo agir. Planejar e pensar a carreira são novos desafios para o professor do ensino superior, visto que historicamente isto nunca havia sido necessário. Pensar na articulação de suas ambições profissionais com as ambições da instituição é fundamental hoje, e pensamos que &lt;i style=""&gt;pode&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;deve&lt;/i&gt; ser feito em conjunto com a proposta institucional e com as necessidades sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar o trabalho do professor de uma forma empreendedora não significa considerar a educação um produto. Educação, pesquisa e extensão são &lt;i style=""&gt;serviços&lt;/i&gt;, e como tais, devem ser prestados com a melhor qualidade possível. Defendemos que a mentalidade empreendedora deve ser estimulada no professor, de forma que ele se torne um agente de modificações sociais tanto quanto esteja preocupado com sua carreira, mas isso não significa vulgarizar a função das IES. Significa capacitá-lo com os recursos essenciais para que possa ser, efetivamente, agente de modificação da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar estrategicamente o ensino superior, portanto, significa a necessidade de uma &lt;i style=""&gt;mudança de mentalidade no agente estratégico&lt;/i&gt;, que nesse caso é o próprio professor. Significa reconhecer as necessidades sociais, mas não só isso: significa &lt;i style=""&gt;ir atrás daquilo que a sociedade necessita de forma fundamental&lt;/i&gt;. Essa é a mudança fundamental de paradigma, pois significa ver o mundo acadêmico com outros olhos, com os olhos da oportunidade de crescimento profissional. Significa um desacomodar-se dos velhos hábitos, das velhas lamentações, dos velhos preconceitos, da velha universidade. Significa uma chance real de mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-7820761751458065758?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=7820761751458065758' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7820761751458065758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/7820761751458065758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/06/o-pensamento-empreendedor-no-ensino.html' title='O pensamento empreendedor no ensino superior'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4239829379762462367.post-4088881563476760387</id><published>2007-06-28T16:26:00.001-03:00</published><updated>2011-01-04T20:02:18.662-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Psicologia e ciência (Ou: Como pode-se não gostar da ciência sendo psicólogo)</title><content type='html'>Muitos colegas psicólogos parecem ter certa aversão ao pensamento científico na psicologia. Isso é mais prejudicial do que benéfico, pois gera limitações nas possibilidades que temos para analisar o comportamento humano. E abaixo aponto alguns elementos que merecem uma atenção especial por parte dos psicólogos, estudantes e professores de psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não vejo a psicologia científica como uma forma de desumanização. Muitos colegas psicólogos criticam o pensamento científico e descambam para áreas "alternativas" porque dizem que a ciência é desumana (e os conhecimentos alternativos seriam, portanto, mais humanos). Lastimo isso. Cria uma imagem de que a ciência não pode ser humana por ser racional. Mas é importante separar o conhecimento do uso que se faz dele. Esse sim pode ser desumano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ciência e psicologia são compatíveis. Mesmo que muitos psicólogos não pensem isso, acredito que é possível, sim, aliar a racionalidade científica com áreas como a subjetividade, sem fazer com que o ser humano seja menos humano, como dito acima. E isso também não significa dizer que as experiências subjetivas e os sentimentos não são importantes, que são secundários, etc. Apenas defendo que é possível um entendimento racional das emoções, tanto quanto do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A aversão à quantificação na psicologia é uma consequência da visão preconceituosa de ciência. A quantificação é importante na psicologia. Os números são a linguagem que a ciência utiliza para comparar informações, pois os números são objetivos e possíveis de manipulação. A transformação das informações sobre o comportamento em números significa um esforço para compreender frequências, relações, comparar elementos (variáveis), dentre outras possibilidades. Muitos psicólogos são avessos aos números que traduzem comportamentos porque poderiam impedir a visão do "fenômeno em si mesmo", que é a pessoa agindo, e isso também seria desumanizar, coisificar. Mas transformar informações sobre o comportamento em números não significa isso: significa que é possível utilizar uma ferramenta importante, e isso pode de fato auxiliar muitas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente um dos elementos que perpetua esse panorama é a deficiência, encontrada muitas vezes, na própria formação da graduação. E é comum, infelizmente, relacionar essa deficiência com uma escassez da pesquisa dos próprios professores. Só é possível falar com propriedade de pesquisa quando o próprio professor é pesquisador. E se o professor não é pesquisador, não passa para o aluno o gosto pela pesquisa. Nem o gosto pela ciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4239829379762462367-4088881563476760387?l=psicologiaciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4239829379762462367&amp;postID=4088881563476760387' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4088881563476760387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4239829379762462367/posts/default/4088881563476760387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaciencia.blogspot.com/2007/06/psicologia-e-cincia.html' title='Psicologia e ciência (Ou: Como pode-se não gostar da ciência sendo psicólogo)'/><author><name>Vinícius Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001442233408836997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_8vq9tglz8Rc/THr6nwi2i1I/AAAAAAAAAnw/OmiWOgsWe3U/S220/vinicius+ferreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
