Por óbvio que um cão é diferente de um gato. Mas quão diferente? Isso vai depender do quanto nos afastamos no tempo em direção de um ancestral compartilhado.
Embora nosso senso comum tenda a atribuir a cães e gatos categorias distintas, na biologia as coisas não são tão simples assim. É um tema instigante de pesquisa compreender o quanto uma espécie se diferencia da outra, diferença que vai muito além da observação morfológica.
De acordo com a definição de Dobzhansky e Mayr, espécies são grupos de populações naturais que estão ou têm o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos. Assim, espécies diferentes não poderiam cruzar e gerar indivíduos estéreis.
Há, contudo, alguns fenômenos que rompem com o conceito que temos tradicionalmente de espécie. Um deles é diz respeito à capacidade que algumas bactérias possuem para conjugar genes com outras espécies de bactérias. Além disso, no mundo macroscópico, outro fenômeno também questiona nossa visão clássica de espécie, que é o fenômeno das espécies em anel, ou espécie-anel.
As espécies em anel dizem respeito a um conjunto de populações que caracterizariam espécies distintas, mas que estão em contato geográfico. Assim, é possível o inter-cruzamento destas espécies gerando híbridos férteis, mas nem sempre bem adaptados ao seu meio. A disposição em anel, conforme a figura abaixo, mostra que várias espécies, representadas por cores diferentes, podem cruzar com as espécies adjacentes, mas não conseguem fazê-lo com as espécies mais distantes.

Esse fenômeno já foi identificado em peixes (gênero Aulostomus), salamandras (gênero Ensatina) e pássaros (gênero Philloscopus). Embora não seja muito comum, ele existe, e é uma das provas contemporâneas de que a teoria da evolução das espécies é a que melhor explica a evolução dos seres vivos, e ajuda a refutar hipóteses concorrentes, como a do design inteligente.
Além disso, algo semelhante pode ter ocorrido com os seres humanos. É possível que, num passado remoto, espécies dos gêneros Australopithecus ou Homo tenham realizado cruzamento inter-espécie. Assim, a formação do gênero Homo pode ter sido mais complexa do que se imagina.
Embora nosso senso comum tenda a atribuir a cães e gatos categorias distintas, na biologia as coisas não são tão simples assim. É um tema instigante de pesquisa compreender o quanto uma espécie se diferencia da outra, diferença que vai muito além da observação morfológica.
De acordo com a definição de Dobzhansky e Mayr, espécies são grupos de populações naturais que estão ou têm o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos. Assim, espécies diferentes não poderiam cruzar e gerar indivíduos estéreis.
Há, contudo, alguns fenômenos que rompem com o conceito que temos tradicionalmente de espécie. Um deles é diz respeito à capacidade que algumas bactérias possuem para conjugar genes com outras espécies de bactérias. Além disso, no mundo macroscópico, outro fenômeno também questiona nossa visão clássica de espécie, que é o fenômeno das espécies em anel, ou espécie-anel.
As espécies em anel dizem respeito a um conjunto de populações que caracterizariam espécies distintas, mas que estão em contato geográfico. Assim, é possível o inter-cruzamento destas espécies gerando híbridos férteis, mas nem sempre bem adaptados ao seu meio. A disposição em anel, conforme a figura abaixo, mostra que várias espécies, representadas por cores diferentes, podem cruzar com as espécies adjacentes, mas não conseguem fazê-lo com as espécies mais distantes.

Fonte: Ceticismo.net
Esse fenômeno já foi identificado em peixes (gênero Aulostomus), salamandras (gênero Ensatina) e pássaros (gênero Philloscopus). Embora não seja muito comum, ele existe, e é uma das provas contemporâneas de que a teoria da evolução das espécies é a que melhor explica a evolução dos seres vivos, e ajuda a refutar hipóteses concorrentes, como a do design inteligente.
Além disso, algo semelhante pode ter ocorrido com os seres humanos. É possível que, num passado remoto, espécies dos gêneros Australopithecus ou Homo tenham realizado cruzamento inter-espécie. Assim, a formação do gênero Homo pode ter sido mais complexa do que se imagina.